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Sabesp retira 383 toneladas de lixo por mês dos sistemas de esgoto de 20 cidades na região

Em média, cada imóvel descarta 1,3 kg de lixo e areia mensalmente nas redes coletoras de esgoto.

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Sistema de retirada de rejeitos da rede de esgoto, em uma das estações de tratamento de esgoto em Adamantina (Foto: Arquivo/Siga Mais).

Um levantamento da Sabesp na região de Presidente Prudente aponta que são retiradas, em média, 383 toneladas de lixo e areia por mês dos sistemas de esgoto nas 20 cidades da região com o maior número de ligações à rede da companhia: Presidente Prudente, Assis, Tupã, Paraguaçu Paulista, Presidente Epitácio, Adamantina, Osvaldo Cruz, Pirapozinho, Álvares Machado, Teodoro Sampaio, Regente Feijó, Santo Anastácio, Lucélia, Bastos, Rosana, Tarumã, Quatá, Maracaí, Presidente Bernardes e Flórida Paulista.

Em cada imóvel é descartado em média 1,3 kg de sujeira por mês. Só em Presidente Prudente e no município vizinho Álvares Machado, que juntos somam aproximadamente 240 mil habitantes, são 120 toneladas de lixo mensais. A contabilização é feita nas duas cidades em conjunto, pois a Estação de Tratamento de Esgoto Limoeiro, localizada em Presidente Prudente, é responsável pelo tratamento do esgoto coletado nas duas cidades.

Entre os resíduos encontrados nas redes coletoras e nas estações elevatórias e de tratamento de esgoto estão peças de roupas, fraldas descartáveis, escovas, pastas de dentes e embalagens plásticas em geral. Todos estes materiais deveriam ser destinados às lixeiras e não a pias, ralos e vasos sanitário. Já o óleo de cozinha deve ser armazenado em garrafas plásticas e entregue em pontos de coleta para reciclagem.

A areia

Outro material encontrado em grande quantidade entre os resíduos – muitas vezes é carreada pela água da chuva para os sistemas da companhia. Isso se dá em decorrência das ligações irregulares de águas pluviais na rede coletora de esgoto. Por isso, é importante que as residências tenham saídas separadas: uma para a água da chuva, que segue para as galerias de águas pluviais, e outra para o esgoto, que necessita de tratamento antes de retornar ao meio ambiente.

O material descartado no sistema de esgoto, além de causar obstrução e rompimento das redes coletoras, provoca transtornos aos próprios clientes, como o retorno do esgoto para dentro dos imóveis. Em média, a Sabesp realiza 546 desobstruções de rede por mês nas 20 cidades pesquisadas. Outro grande prejuízo ambiental causado pela prática é que, após o contato com o esgoto, materiais como papéis, plásticos e vidros já não podem mais ser reciclados.

Fonte: Siga Mais.

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