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Remover poluentes dos efluentes com um nano revestimento customizado

Nano revestimento de hidróxido de ferro

 

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Pesquisadores da Agency for Science, Technology and Research (A*STAR) de Singapura desenvolveram um revestimento de hidróxido de ferro, de baixo custo e ecológico, com um formato de aleta único que é capaz de remover grandes quantidades de poluentes dos efluentes, tais como corantes, por meio de um simples procedimento de imersão.

Os hidróxidos de ferro estão sendo usados cada vez mais no lugar do carvão ativado (CA), uma vez que o CA não remove facilmente os metais pesados e os compostos orgânicos grandes das águas. Por outro lado, os hidróxidos de ferro podem formar ligações estáveis com esses poluentes.

Se as partículas de ferro são transformadas em nano materiais, as suas áreas de superfície ativa são aumentadas, o que melhora a sua capabilidade de adsorção química. Contudo, fica difícil separar as partículas de hidróxido de ferro da água, o que é necessário devido à sua toxicidade.

Para superar esse problema, os pesquisadores sintetizaram revestimentos de hidróxido de ferro com uma hierarquia de características estruturais, da escala nano para micrométrica, por eletrodeposição de íons metálicos aquosos em uma espuma de níquel. A microscopia eletrônica mostrou que a nano estrutura do revestimento tem protuberâncias alongadas, tipo aletas, que permitem às nano partículas imobilizadas manter grandes áreas de superfície ativas para remoção efetiva de poluentes.

Grande potencial

Os pesquisadores observaram que esse material retém e remove contaminantes, de forma segura, por imersão na água suja e pode então ser regenerado por meio de um tratamento químico simples. Por exemplo, eles testaram o material em água contaminada pelo corante Congo red. Em 30 minutos a água ficou quase incolor, com mais de 90% do corante retido pelo revestimento especial. Segundo os pesquisadores, mesmo considerando que esses revestimentos tem as maiores capacidades já relatadas, eles estão operando apenas com uma fração da sua capacidade teórica.

Fotos: A*Star

Fonte: Chemical Engineering Online, adaptado por Portal Tratamento de Água – www.tratamentodeagua.com.br

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