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Queimadas em SP

Queimadas em SP: entenda os efeitos da fumaça sobre a saúde da população

Inalar névoa de incêndios pode causar quadros mais leves, como ardência na garganta, até câncer

A fumaça de queimadas, como a que os paulistas respiram atualmente, causa diversos problemas de saúde. Em menos de oito meses, o estado de São Paulo registrou mais focos de incêndio do que os últimos dois anos juntos.

O tipo mais perigoso de componente da fumaça é o material particulado, formado por uma mistura de compostos químicos. Ele consiste de partículas de vários tamanhos. As menores (finas ou ultrafinas), ao serem inaladas, percorrem o sistema respiratório e conseguem transpor a barreira epitelial (a pele que reveste os órgãos internos).Atingem os alvéolos pulmonares e chegam até a corrente sanguínea.

Outro composto prejudicial é o mais conhecido monóxido de carbono (CO). Quando inalado, ele também atinge o sangue, onde se liga à hemoglobina, o que impede o transporte de oxigênio para células e tecidos do corpo.

Os problemas provocados pela inalação da fumaça de queimadas mais leves são dor e ardência na garganta, tosse seca, cansaço, falta de ar, dificuldade para respirar, dor de cabeça, rouquidão e lacrimejamento e vermelhidão nos olhos.

Impactos das Queimadas na Saúde Respiratória

A poluição das queimadas atinge as vias respiratórias, agravando os quadros de doenças prévias, como rinite, asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Ela pode ainda causar problemas mais graves, como insuficiência respiratória e pneumonia, além de alergia.

Os efeitos variam conforme a proximidade dos focos e o tempo de exposição. Podem ir de quadros alérgicos ao câncer, quando o indivíduo é exposto de forma contínua à fumaça. Em um estudo de 2017 publicado na revista Natura, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)apontaram que a fumaça aumenta a inflamação, o estresse oxidativo e causa danos genéticos nas células do pulmão.

A pesquisa concluiu que “o dano no DNA pode ser tão grave que a célula perde a capacidade de sobreviver e morre ou perde o controle celular e começa a se reproduzir desordenadamente, evoluindo para câncer de pulmão”.

Não são apenas as pessoas que vivem próximas às áreas de incêndios florestais que sofrem com a fumaça. Aliás, quando as queimadas são mais intensas, a névoa provocada pelo fogo pode viajar milhares de quilômetros e atingir outras cidades, estados e até países. Esse fenômeno demonstra o caráter global do problema dos incêndios florestais.

Para amenizar os efeitos das queimadas na saúde, recomenda-se manter uma boa hidratação, principalmente em crianças menores de 5 anos e idosos maiores de 65 anos, e manter os ambientes da casa e do trabalho fechados, mas umidificados, com o uso de vaporizadores, bacias com água e toalhas molhadas.

Em um estudo de 2017 publicado na revista Nature, pesquisadores da USP, UFRN, Fiocruz e UFRJ apontaram que a fumaça aumenta a inflamação, o estresse oxidativo e, isto é, causa danos genéticos nas células do pulmão.

Fonte: O Globo


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