NOTÍCIAS

Moradores reclamam de cheiro de cloro na água em Colatina, no ES

Rio Doce foi atingido por rejeitos de minério da Samarco há um ano.
Sanear garante que a água distribuída está dentro dos parâmetros.

474

O Rio Doce em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, voltou a ficar com a água mais escura, e os moradores reclamam de forte cheiro de cloro na água que chega nas torneiras das casas. O rio foi atingido pela lama proveniente do rompimento da barragem da Samarco em Mariana, Minas Gerais.

O Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear) disse que a água está dentro dos parâmetros determinados pelo Ministério da Saúde. Ainda segundo o Sanear, o forte cheiro de cloro é ocasionado pelo tratamento determinado pela Justiça.

Em novembro de 2015, o Rio Doce foi atingido pelos rejeitos de minério do rompimento da barragem da Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, em Mariana, Minas Gerais. Desde então, os moradores de Colatina, que tem a captação de água feita no rio, ficam desconfiados quanto à qualidade da água distribuída.

Segundo o aposentado Jacinto Vieira, a população está preocupada com a qualidade da água. “Todo mundo fica. Eu não gosto nem de usar pra tomar banho, mas ainda assim tomo. Mas pra beber, eu compro a água”, disse.

“Eu não bebo a água desse rio aí. Só bebo água mineral. Tenho medo ainda”, afirmou o pintor Janduir Santana.

Na casa da aposentada Maria Aparecida de Oliveira, água para beber e cozinhar, só se for mineral. Ela ficou com medo de usar a água que chega nas torneiras depois que o rio foi atingido pela lama. Nos últimos dias, ela percebeu um cheiro muito forte de cloro.

“Tem um cheiro e um gosto horrível, até para escovar os dentes. Porque não dá. Fica aquele gosto forte na boca de gente”, contou.

Sanear

De acordo com o diretor da Sanear, Antônio Demuner, a água voltou a ficar com a cor alaranjada nos últimos dias porque tem chovido muito em Minas Gerais. O nível de turbidez também aumentou, mas ele afirma que o tratamento da água não foi afetado.

“Os exames comprovam que não tem lama no rio. Choveu muito na cabeceira de Aimorés e Baixo Guandu, então aumentou essa turbidez”, esclareceu.
Por determinação da Justiça, o Sanear voltou a utilizar o polímero de alúminio, substância que foi usada pela primeira vez na estação de tratamento, em novembro de 2015. Segundo Demuner, esse é o motivo para o cheiro de cloro.

“Esse produto, o polímero de alúminio, normalmente se tem uma dosagem para atingir o ponto ideal de tratamento da turbidez. Então ele requer o uso de um pouco mais de cloro. Então por isso, o cheiro do produto. Mas está tudo tranquilo”, disse.

Fonte: G1

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS