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Estações de esgoto do Rio de Janeiro tratam apenas 43% do previsto há 20 anos

Desde 2014, quando a última planta de tratamento foi reinaugurada, houve queda nas vazões das unidades operadas pela Cedae

 

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O estado de calamidade no tratamento de esgotos na Região Metropolitana do Rio se agravou nos últimos anos e metas de duas décadas atrás jamais foram cumpridas.

Com base na Lei de Acesso à Informação, o site Colabora apurou que as oito principais plantas que circundam a Baía de Guanabara tratam 5.112 litros por segundo de esgotos, o que representa apenas 43% da capacidade projetada dessas unidades há 26 anos. Não houve avanços nem mesmo desde fevereiro 2014, quando o então governador Sérgio Cabral reinaugurou a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Pavuna, a última ação merecedora de pompa e solenidade por causa das Olimpíadas. Naquele ano o percentual divulgado pela Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) chegava a 51%. Os dados fornecidos pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio (Agenersa) têm como base as vazões médias de cada unidade.

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Falta de investimentos e corrupção

Um misto de falta de investimentos, desvios de verbas e ausência de tubulações – as artérias de qualquer sistema de saneamento – explicam o naufrágio da política estadual. Decorridos nove governos estaduais desde que o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) foi assinado, de Leonel Brizola a Wilson Witzel, os investimentos permanecem irrisórios e as estações operam de forma precária. Das estações, a situação da ETE Sarapuí, às margens de rio homônimo, em Belford Roxo, ilustra bem a marcha a ré do saneamento no Grande Rio: projetada para tratar 1.500 litros por segundo, a unidade recebia 725 em 2014, e hoje recebe apenas 200 litros por segundo de dejetos.

O engenheiro José Stelberto Soares, que no ano 2000 coordenou o programa de urbanização Nova Baixada, conta que a ETE simplesmente ficou desabastecida de esgotos por falta de redes. A ligação de uma tubulação que captava os esgotos do município de Mesquita, de 4 quilômetros de extensão, à ETE Sarapuí, jamais foi concluída. O trabalho foi feito até a interseção da Via Dutra. E parou.

“O coletor vem pela beira do Rio Sarapuí, desde a Chatuba de Mesquita, até Rodovia Dutra, mas ficou descontinuado. Ficaram faltando outros quatro quilômetros. O pessoal do PDBG era o responsável por dar sequência, mas nada foi feito”, diz Stelberto. “A questão não é técnica, é simplesmente política”.

Fonte: Projeto Colabora.

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