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Água não chega às torneiras de Olinda/PE

Moradores de Olinda tem dificuldade com o fornecimento de água por parte da Compesa. Empresa afirma que projeto Olinda + Água resolverá problemas no local, mas só em 2021 se sentirão os benefícios

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Obras foram iniciadas em outubro de 2016 – Bobby Fabisak/JC Imagem

Os moradores de Olinda ainda vão amargar alguns anos para ter água nas torneiras e parar de sofrer com transtorno de obras pelas ruas. Faz tanto tempo que a cidade, no Grande Recife, tem dificuldade com abastecimento que algumas famílias já desistiram. Mandaram cortar os canos da Companhia Pernambucana de Abastecimento (Compesa), perfuraram poços nas casas e se viram como podem. Para cozinhar e beber, compram garrafões.

Mas, segundo os moradores, é melhor gastar com botijões de mineral do que pagar contas da Compesa cobrando por uma água que nunca chega. A companhia diz que Olinda tem tubulação inadequada para o crescimento dos últimos 50 anos e promete resolver a questão até 2021, trocando canos velhos por novos. Mas precisará da compreensão da população enquanto a rede velha trabalhar com a nova.

Cléber Batista da Silva, 40 anos, vive na Rua B12, na Primeira Etapa de Rio Doce, desde que nasceu. Nunca teve abastecimento decente. Há 15 anos resolveu romper ligações com a Compesa. Furou um poço no quintal e bombeia água para a caixa que abastece a casa. Com ele, vivem a mãe e a irmã. Cléber está desempregado e cuida da mãe. A irmã, que trabalha, gasta em média R$ 50 por mês com garrafões para a família beber e cozinhar.

Questionado se acredita na promessa da companhia, Cléber Batista é enfático. “Claro que não. A gente mora aqui há tanto tempo e nunca viu água chegar”, lamentou. Vizinha de Cléber, a aposentada Maria Tereza Duarte, 67, também mora na rua há 40 anos. Há 10, resolveu construir um poço. “Com a água encanada da Compesa a gente nunca pôde contar. Cansei de esperar. Vem água um dia e passam 20 sem. Quando chega, aproveito e encho tudo, balde, garrafão de mineral, panela”, relatou.

Se os moradores sofrem com o abastecimento irregular, a situação de quem depende de água para trabalhar é ainda mais dramática. Tarciana Guilherme da Silva, 50, é funcionária de um salão de beleza na Avenida Brasil, na Segunda Etapa de Rio Doce. “Para lavar os cabelos das clientes, a gente usa baldes”, contou. “O que temos é uma cisterna de 10 mil litros que dividimos entre sete lojas e uma caixa de água com mil litros. Aqui, é um dia com água da Compesa e uma semana sem. O fornecimento começa à noite, temos que vigiar para encher a cisterna. Quando acaba a água acumulada dias antes de chegar a da Compesa, compramos caminhão-pipa. São dez anos nessa luta”, explicou Tarciana.

Cobrança

Sobre as contas que chegam às casas das pessoas sem que tenha havido fornecimento de água, a diretora regional metropolitana da Compesa, Simone Albuquerque, armou que a companhia cobra o que é devido, mas, se alguém se sentir lesado deve procurar a empresa. “O cliente pode ir as nossas lojas de atendimento, mostrar que não está recebendo água e a gente manda uma equipe verificar. Detectando a falta de abastecimento, a gente faz a suspensão da conta. Nós não temos nenhuma intenção de cobrar pelo serviço não prestado.”

Segundo ela, o cliente de Olinda também tem disponíveis o número de WhatsApp 99488-5119, o e-mail comunicacaocentronorte@compesa.com.br e o 0800 081 0195. A loja da Compesa é na Avenida Presidente Kennedy, 1001, Peixinhos.

120 mil metros de tubulação trocadas

O projeto Olinda + Água é a promessa da Compesa para resolver de vez os problemas de água da cidade. A ideia é alterar 110 quilômetros da rede de abastecimento local, trocando tubulações antigas e também implantando canos onde não têm. Serão substituídos 120 mil metros de tubos. A iniciativa também prevê a construção de cinco reservatórios em Jardim Atlântico.

O investimento é de R$ 134 milhões, dos quais foram gastos até agora R$ 40 milhões, na primeira das três etapas da obra. Os recursos são de empréstimo feito pelo Estado ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). De acordo com a companhia, 15 bairros serão afetados pelas mudanças, o que representa 56% da cidade e 250 mil pessoas atingidas.

As obras começaram em outubro de 2016. Os bairros assistidos pelo projeto são: Casa Caiada, Bairro Novo, Bultrins, Jardim Atlântico, Jardim Fragoso, Ouro Preto, Rio Doce, Varadouro, Carmo, Guadalupe, Santa Tereza, Bonsucesso, Monte, Amaro Branco e Bultrins. A Compesa disse que terminará a instalação dos tubos em dezembro de 2018. Mesmo que o prazo se cumpra, só em 2021 a população começará a sentir algum benefício. Segundo a companhia, porque será preciso nalizar os ajustes na eciência operacional do sistema de fornecimento de água.

“O problema de Olinda é que nós ainda temos lá redes que foram implantadas de forma emergencial, mas não têm o diâmetro adequado, por exemplo, não temos a reserva ideal para o município, então começamos esse trabalho por lá”, armou a diretora regional metropolitana da companhia, Simone Albuquerque.

Fonte: JC Online.

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