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Saae de Itabira/MG estuda reuso de materiais gerados na ETE para produção de biogás e adubo orgânico

Autarquia tem um convênio com a UFMG para atestar a viabilidade dos projetos

ete-biogas

Responsável por tratar pouco mais de 40% do esgoto produzido em Itabira, a estação localizada na região do Laboreaux poderá ganhar novo papel sustentável nos próximos anos. É que o Saae encomendou estudos para atestar a viabilidade do reuso do material gerado na ETE para a produção de biogás e adubo orgânico para a agricultura.

Os estudos são feitos pelo Departamento de Saneamento Básico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que tem convênio de dois anos com o Saae. A ideia é que, em caso de aplicabilidade do reuso, os projetos sejam elaborados ainda pela atual administração, ficando a execução para o próximo governo.

De acordo com o diretor-presidente do Saae, Leonardo Lopes, a usina de biogás é uma estratégia para minimizar o custo com energia elétrica da autarquia. A intenção é de que os gases gerados no mecanismo de tratamento da ETE possam ser transformados em energia e abasteçam a própria estação, tornando-a autossuficiente.

“Energia elétrica é o segundo maior custo dentro do saneamento, depois da mão de obra. O Saae, hoje, é o maior consumidor de energia elétrica em Itabira, com exceção da Vale, que tem suas próprias soluções. Então, a cada ação de redução de energia elétrica, você consegue gerar mais prestação de serviço ao itabirano”, comenta Leonardo.

Os pesquisadores da Unifei receberam amostras do gás produzido na ETE Laboreaux e estão estudando se o produto tem capacidade de ser trabalhado em uma usina térmica, onde seria transformado em energia elétrica. Não há um prazo estipulado para o retorno dessa análise.

Apoio para a agricultura

No mesmo convênio firmado com a UFMG também está o estudo para transformar o lodo produzido na ETE em um adubo orgânico para a agricultura. De acordo com Leonardo Lopes, apenas a Sabesp, em São Paulo, conseguiu desenvolver essa tecnologia no Brasil até o momento.

“Este lodo é reconhecido como uma carga orgânica interessante para a agricultura. Se conseguirmos transformar o material, ao invés de o agricultor comprar o adubo tradicional, que é um produto caro, ele poderia ter um produto de melhor qualidade com um preço bem menor”, diz o presidente do Saae, que acrescenta ainda que o rendimento do composto orgânico é dez vezes melhor que o tradicional.

Nos laboratórios da UFMG, os técnicos primeiro buscam caracterizar o lodo gerado na ETE para depois criar uma fórmula para que o material possa ser usado, atendendo à legislação vigente.

“Acredito que não consigamos concluir o processo na atual gestão. Então, vamos deixar uma receita de bolo para o próximo governo”, comenta Leonardo. Hoje, todo o lodo retirado da ETE é depositado no aterro sanitário de Itabira.

Fonte: DeFato.

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