NOTÍCIAS

Justiça Federal determina perícia para avaliar qualidade da água distribuída em Colatina – MG

A juíza federal Mônica Lúcia do Nascimento Frias, titular da Vara Federal de Colatina, determinou a realização de perícia para avaliar a água distribuída à população após o lançamento de rejeitos de lama oriundas do rompimento da barragem da Samarco/Vale-BHP. Na decisão proferida na última sexta-feira (2), a togada destacou que o resultado do trabalho vai servir para esclarecer as dúvidas da população colatinense sobre a qualidade da água distribuída, captada do rio Doce – afetado pela tragédia ambiental.

A realização dessa prova pericial é um desdobramento natural da ação civil pública movida pelos Ministérios Públicos Federal (MPF), Estadual (MPES) e do Trabalho (MPT) contra a empresa e os entes públicos envolvidos (Município, Estado e União). A potabilidade da água que abastece o município de Colatina segue os parâmetros estipulados pelo Ministério da Saúde na Portaria nº 2.914/2011. No entanto, foi determinada a realização de perícia, pois somente após esgotada a fase de produção de provas se poderá ter elementos suficientes para analisar os questionamentos trazidos pelos autores da ação.

“No caso em tela, entendo que a Samarco pode mais facilmente produzir provas de que as condições especiais oriundas do rompimento da barragem de Fundão e advento da chegada da lama de rejeito no Rio Doce não impedem que, após receber o tratamento atualmente disponível, a água se torne potável, sem que isso importe em prova diabólica . Em outras palavras, a meu sentir, o ponto nodal da demanda reside na comprovação de que a água bruta, após ser tratada nas Estações de tratamento do Município, pode ou não ser consumida sem gerar perigo de dano a saúde da população”, afirmou.

A juíza Mônica Frias ainda fez outras indagações: “Podemos considerar os parâmetros de potabilidade previstos pela Portaria nº 2.914/2011 do Ministério da Saúde suficientes para garantir inexistência de eventuais riscos à saúde da população? O uso prolongado de coagulantes e floculantes, em especial o Tanfloc, poderia causar algum malefício às pessoas? Haveria necessidade de reenquadramento do corpo hídrico após a tragédia ambiental? Mesmo com a chegada do período de chuvas, seria possível manter a segurança na distribuição de água tratada com os métodos de controle atualmente utilizados?”

A perícia será realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em conjunto com o Instituto Federal de Ensino Superior do Espírito Santo (Ifes-ES). As partes na ação civil pública deverão indicar os quesitos (questões a serem respondidas pelos peritos) e os assistentes técnicos, que poderão acompanhar os trabalhos.

Fonte: Século Diário

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS