NOTÍCIAS

Justiça decide que Samarco terá que pagar perícia de água em Colatina

Município é abastecido pelo Rio Doce, que foi atingido pela lama de rejeitos.
Decisão foi dada porque os moradores ainda não acreditam na potabilidade.

A Justiça decidiu que a mineradora Samarco terá que arcar com os custos de uma perícia emColatina, no Noroeste do estado. O estudo será para comprovar se a água que abastece a cidade pode ser consumida sem gerar danos à saúde da população.

212

Lama da Samarco atingiu Colatina no dia 19 de novembro de 2015 (Foto: Divulgação / Lu Marini)

A Samarco foi procurada pelo G1 e informou que monitora a água do Rio Doce constantemente, atestando que a tratada está boa para consumo.

O pedido à Justiça foi feito pelo Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES). A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (17).

A auditoria deverá ser realizada por peritos independentes. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) foram intimados pela Justiça para que apresentem o valor de seus honorários para a realização do trabalho.

Na decisão, a Justiça concordou com o MPF/ES e destacou que, desde o rompimento da barragem de Fundão, em Minas Gerais, ocorrida em novembro de 2015, e que inundou o Rio Doce com rejeitos de mineração, “a população colatinense não se encontra plenamente convencida da potabilidade da água” que abastece a cidade.

O MPF/ES ressaltou que, por isso, diante das incertezas que permeiam a qualidade da água e da segurança sanitária de seu consumo após ser submetida ao tratamento pelo Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear), é relevante a necessidade de realizar estudo por corpo pericial independente, proposta acatada pela Justiça.

Foi determinada a realização de estudos de ecotoxicidade de organismos e de bioacumulação de metais pesados ou toxidade da água ou de organismos para seres humanos.

A decisão destaca alguns pontos que poderão ser respondidos após a perícia na água que está sendo utilizada no abastecimento de Colatina.

“Em outras palavras, a meu sentir, o ponto nodal da demanda reside na comprovação de que a água bruta, após ser tratada nas Estações de tratamento do Município, pode ou não ser consumida sem gerar perigo de dano a saúde da população. Ou seja, podemos considerar os parâmetros de potabilidade previstos pela Portaria nº 2.914/2011 do Ministério da Saúde suficientes para garantir inexistência de eventuais riscos à saúde da população? O uso prolongado de coagulantes e floculantes, em especial o Tanfloc, poderia causar algum malefício às pessoas? Haveria necessidade de reenquadramento do corpo hídrico após a tragédia ambiental? Mesmo com a chegada do período de chuvas, seria possível manter a segurança na distribuição de água tratada com os métodos de controle atualmente utilizados?”, questiona a Justiça.

Ação
O pedido do MPF/ES, que foi atendido na decisão, foi elaborado no âmbito da ação civil pública proposta em 30 de novembro de 2015. Além da Samarco, também são réus o município de Colatina; o Estado do Espírito Santo; o Sanear; e a Agência Nacional das Águas (ANA).

Samarco
Por meio de nota, a Samarco informou que faz, a cada 15 dias, o monitoramento da água bruta da região de Colatina. Os laudos são encaminhados para o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Paralelamente a isso, a empresa também disse que monitora 93 pontos ao longo do Rio Doce e que faz o monitoramento da água das quatro Estações de Tratamento de Colatina.

Segundo a mineradora, os laudos atestam que a água está apta para consumo, de acordo com a Portaria 2414 de 2011, do Ministério da Saúde. A Samarco reforça que arca com todos os custos desses monitoramentos.

Fonte: G1

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS