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Potencial e desafios da ozonização para reúso de água potável no Brasil uma visão geral dos aspectos gerais e práticos

Potencial e desafios da ozonização para reúso de água potável no Brasil: uma visão geral dos aspectos gerais e práticos

Em meio aos crescentes desafios relacionados à qualidade e disponibilidade dos recursos hídricos, a implementação de tecnologias eficazes e seguras é crucial para garantir a preservação e a segurança do abastecimento de água potável.

A reutilização da água surge como uma abordagem estratégica para mitigar a escassez hídrica e a degradação ambiental. No entanto, sua implementação em larga escala permanece limitada por barreiras técnicas, regulatórias e de aceitação pública. Nesse contexto, a ozonização surge como uma alternativa promissora, capaz de purificar águas residuais muito além dos padrões de potabilidade.

Ela contribui para a mitigação da escassez hídrica e da poluição, promovendo a sustentabilidade ambiental e proporcionando benefícios econômicos significativos. Esta revisão avalia criticamente o potencial ambiental e os desafios práticos da ozonização para a reutilização de água potável, com foco particular no contexto brasileiro.

Foi realizada uma busca estruturada na literatura de estudos revisados ​​por pares (2014–2024) sobre ozonização para reutilização de água e efluentes, abrangendo os fundamentos da ozonização, aspectos operacionais, determinação da dose ótima de ozônio, aplicação na reutilização de água, formação de subprodutos e perspectivas futuras.

Os resultados indicam que a ozonização pode melhorar significativamente a qualidade e a segurança da água quando projetada e operada adequadamente, principalmente como parte de sistemas de tratamento com múltiplas barreiras. A discussão destaca a necessidade de otimização específica para cada local, estratégias robustas de monitoramento e comunicação eficaz para melhorar a aceitação pública, demonstrando como a ozonização pode abordar desafios importantes no tratamento de água de reúso e apoiar práticas sustentáveis ​​de gestão hídrica.

Autores: L. R. de Carvalho Costa1 · L. A. Féris1

Fonte: Springer Nature


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