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Pro­je­tos de hidro­gê­nio verde em fase final de deci­são somam R$ 64 bi

Pro­je­tos de hidro­gê­nio verde em fase final de deci­são somam R$ 64 bi

O ano começa com grande expec­ta­tiva para a nas­cente indús­tria do hidro­gê­nio verde no Bra­sil.

Há mais de R$ 64 bilhões em pro­je­tos com deci­sões finais de inves­ti­mento (FIDs, na sigla em inglês) pre­vis­tas para ocor­rer em 2026.

A defi­ni­ção depende de mais cla­reza sobre a regu­la­men­ta­ção do marco legal do hidro­gê­nio, além de ques­tões rela­ci­o­na­das à cone­xão com o sis­tema de trans­mis­são de ener­gia elé­trica e con­di­ções do mer­cado con­su­mi­dor.

Mas sinais vin­dos da China trou­xe­ram ânimo para o setor, com a expec­ta­tiva de que o impulso do país possa tur­bi­nar todo o mer­cado glo­bal. Em seu 15º Plano Quin­que­nal (2026-2030), a China incluiu o hidro­gê­nio verde entre as indús­trias estra­té­gi­cas para o desen­vol­vi­mento, com metas defi­ni­das para a quan­ti­dade de com­bus­tí­vel que pre­tende pro­du­zir e para quais indús­trias será ofe­re­cido.

Para a dire­tora-exe­cu­tiva da Asso­ci­a­ção Bra­si­leira da Indús­tria do Hidro­gê­nio Verde (ABIHV), Fer­nanda Del­gado, o plano chi­nês fun­ci­o­nará como alento para os des­bra­va­do­res do mer­cado.

CEARÁ

Os sete pro­je­tos com inten­ções de inves­ti­men­tos anun­ci­a­dos para 2026 estão em está­gios dife­ren­tes de evo­lu­ção.

O da For­tes­cue, no Com­plexo de Pecém, no Ceará, esti­mado em R$ 18 bilhões, é con­si­de­rado o mais avan­çado, uma vez que os tra­ba­lhos con­cei­tu­ais de enge­nha­ria já foram con­clu­í­dos, além de já deter pré-con­trato com o Porto de Pecém e licença ambi­en­tal pré­via para ins­ta­la­ção. Pecém pode aco­lher ainda mais qua­tro pro­je­tos.

TEM MAIS

Os demais pro­je­tos no com­plexo indus­trial e por­tu­á­rio cea­rense são os da Casa dos Ven­tos, de R$ 12 bilhões, da frv (R$ 6 bilhões), da Vol­ta­lia (R$ 2,7 bilhões) e da Qair (R$ 17,7 bilhões), todos vol­ta­dos prin­ci­pal­mente para a pro­du­ção de amô­nia. Já o pro­jeto da dina­mar­quesa Euro­pean Energy, de R$ 2 bilhões, fica no Porto de Suape, Per­nam­buco, e já tem nego­ci­a­ções avan­ça­das com empre­sas de nave­ga­ção para o meta­nol que a empresa pla­neja pro­du­zir a par­tir de 2028.

POTENCIAL

As ini­ci­a­ti­vas com deci­são de inves­ti­mento pre­vista para 2026 somam 6,15 giga­watts (GW) de capa­ci­dade de ele­tró­lise. Em outra frente, a Atlas Agro avança em seu pro­jeto de fer­ti­li­zan­tes nitro­ge­na­dos em Ube­raba (MG), que inte­gra a car­teira de inves­ti­men­tos estra­té­gi­cos do Con­se­lho Naci­o­nal de Fer­ti­li­zan­tes e Nutri­ção de Plan­tas (Con­fert) e foi sele­ci­o­nado como um dos 5 Hubs de Hidro­gê­nio pelo Minis­té­rio de Minas e Ener­gia. De 2027 a 2029, há mais cinco pro­je­tos com FIDs anun­ci­a­dos, somando apro­xi­ma­da­mente R$ 45 bilhões em inves­ti­men­tos.

SAÚDE

Com inves­ti­men­tos de R$ 5 milhões, a Hap­vida inau­gu­rou, no final de 2025, no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo, um Núcleo Espe­ci­a­li­zado em Ana­to­mia Pato­ló­gica com capa­ci­dade para pro­ces­sar 100 mil exa­mes por mês. O novo cen­tro rea­li­zará aná­li­ses de mate­ri­ais bio­ló­gi­cos colhi­dos em pro­ce­di­men­tos médi­cos de toda a rede, como bióp­sias, peças cirúr­gi­cas e exa­mes pre­ven­ti­vos, inclu­indo o ras­tre­a­mento do cân­cer do colo do útero.

PERFIL

A uni­dade passa a aten­der ini­ci­al­mente as regi­ões Sul e Sudeste, com expan­são gra­da­tiva para todo o País. A Hap­vida conta com mais de 73 mil cola­bo­ra­do­res e atende 16 milhões de bene­fi­ci­á­rios de saúde e odon­to­lo­gia ao redor do Bra­sil. A empresa tem 86 hos­pi­tais, 78 pronto aten­di­men­tos, 363 clí­ni­cas médi­cas e 305 cen­tros de diag­nós­tico por ima­gem e coleta labo­ra­to­rial, além de uni­da­des espe­ci­fi­ca­mente vol­ta­das ao cui­dado pre­ven­tivo e crô­nico.

Fonte: PressReader


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