NOTÍCIAS

Biotecnologia da pesquisa à escala

Biotecnologia da pesquisa à escala | Future Pharma

BIOTECNOLOGIA DA PESQUISA À ESCALA

Transformar conhecimento científico em produção competitiva exige investimentos em tecnologia, infraestrutura, P&D e capacidade industrial

O avanço dos medicamentos biológicos e das terapias de maior complexidade está colocando a biotecnologia no centro de uma discussão estratégica para a indústria farmacêutica brasileira. O país detém uma base relevante de pesquisa, profissionais qualificados e estruturas industriais, mas ainda enfrenta desafios para converter esse conhecimento em inovação aplicada e ampliar a produção nacional.

Nesse cenário, questões como domínio tecnológico, infraestrutura, transferência de tecnologia, capacidade produtiva e acesso a capital passam a ser determinantes para a competitividade do setor. A discussão estará entre os temas do Future Pharma 2026, que acontecerá no dia 21 de outubro (quarta-feira) em São Paulo (SP), reunindo profissionais e empresas dos setores farmacêutico, biofarmacêutico, cosmético, veterinário e nutracêutico para discutir os desafios da indústria de life sciences.

Mais do que desenvolver novas moléculas ou tecnologias, o desafio está em criar as condições para que essas inovações cheguem à produção e ao mercado. Cinco frentes ajudam a explicar esse movimento.

  1. Biofármacos ampliam a complexidade da produção

O crescimento dos medicamentos biológicos e biossimilares amplia a demanda por tecnologias, processos e estruturas industriais capazes de trabalhar com produtos de maior complexidade.

Nesse contexto, desenvolver novas soluções é apenas uma parte do desafio. É preciso dominar processos produtivos, garantir qualidade, ampliar a escala e desenvolver competências para reduzir vulnerabilidades em etapas estratégicas da cadeia. A necessidade de ampliar essa capacidade produtiva também está relacionada ao acesso a medicamentos de maior complexidade e ao fortalecimento da produção nacional.

No Future Pharma, o tema aparecerá na programação com a sessão IA no Ciclo de P&D farmacêutico: da descoberta às Terapias de Alta Complexidade, que discutirá o uso de novas tecnologias no desenvolvimento de medicamentos.

  1. P&D precisa se transformar em inovação aplicada

O 3º Censo do Setor Farmoquímico, realizado com participação de pesquisadores da Fiocruz e representantes do setor em parceria com a Abiquifi, mostra esse cenário. Segundo o levantamento, 70% das empresas pesquisadas possuem estrutura própria de P&D. Ao mesmo tempo, a produção nacional de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) representa cerca de 6% da demanda brasileira. O estudo identificou ainda 37 empresas nacionais produtoras de IFAs por diferentes rotas, incluindo a biotecnológica.

Os números mostram que existe capacidade instalada e conhecimento técnico, mas também um espaço importante para ampliar a produção nacional e fortalecer as cadeias produtivas. No Future Pharma, essa discussão estará presente em seções como  Perspectivas de Futuro da Indústria Farmacêutica Brasileira, com Walker Lahmann, da Eurofarma e Futuro da Inovação em Biotecnologia, com o case do Butantan e Rockwell com Adriano Ferreira e Marcelo Sereno.

  1. Tecnologia redefine o desenvolvimento e a produção

Automação, digitalização, análise de dados e inteligência artificial estão mudando não apenas a operação das fábricas, mas também etapas relacionadas à pesquisa e ao desenvolvimento de medicamentos.

Na P&D, ferramentas de IA podem apoiar processos que vão da descoberta de moléculas à análise de dados e ao desenvolvimento de terapias mais complexas. Na indústria, automação e sistemas digitais ampliam a capacidade de monitoramento, controle e tomada de decisão.

Essa integração entre ciência, tecnologia e produção é especialmente relevante para a biotecnologia, em que a complexidade dos processos exige maior controle e domínio tecnológico.

O Future Pharma debaterá essa transformação em sessões como A Revolução Digital Farmacêutica: Automação, Digitalização e IA, conduzido pela Fiocruz e players do setor, além de Automação Inteligente  tornando a Indústria  Farmacêutica mais Flexível, Eficiente e Digital, com a Beckhoff.

  1. Infraestrutura e investimento são decisivos para ganhar escala

Levar uma inovação do laboratório à produção exige muito mais do que conhecimento científico. São necessárias plantas industriais, equipamentos, sistemas de controle, infraestrutura especializada e profissionais capacitados.

A expansão da capacidade produtiva também demanda investimentos elevados. Um exemplo recente é o financiamento de R$ 650 milhões aprovado pelo BNDES para a Bionovis, destinado à instalação, em Valinhos (SP), de uma linha de produção industrial voltada ao desenvolvimento e à fabricação de insumos e medicamentos biotecnológicos de alta complexidade.

Segundo o banco, a unidade terá capacidade para produzir medicamentos destinados ao tratamento de diferentes tipos de câncer, doenças raras e doenças autoimunes, em uma frente cuja fabricação no país ainda é considerada incipiente.

O movimento mostra como a industrialização de produtos biotecnológicos exige capital, infraestrutura e tecnologia para transformar conhecimento em capacidade produtiva.

No Future Pharma, essa dimensão industrial estará presente em discussões sobre engenharia, planejamento, infraestrutura e inovação, incluindo a sessão Engenharia Industrial de Alta Performance: BIM, Planejamento 4D e Inovação, com a MSE Engenharia.

  1. Escala e competitividade dependem de uma cadeia mais integrada

Transformar pesquisa em produção competitiva exige a articulação de diferentes elos: universidades e centros de pesquisa, empresas, fornecedores de tecnologia, indústria, investidores e poder público.

Essa integração é particularmente importante diante da dependência brasileira de insumos importados.

A discussão, portanto, não se limita à capacidade de fabricar medicamentos. Envolve também domínio tecnológico, desenvolvimento de fornecedores, formação de profissionais, propriedade intelectual, infraestrutura, financiamento e capacidade de competir em um mercado global.

“A biotecnologia mostra, de forma muito clara, que o desenvolvimento da indústria depende da conexão entre conhecimento, tecnologia, acesso, infraestrutura e capacidade produtiva. A proposta do Future Pharma é justamente aproximar os diferentes elos envolvidos nessa transformação e colocar em discussão os desafios que precisam ser enfrentados para levar a inovação da pesquisa à escala industrial”, afirmam Luis Alberto Veiga e Rafael Botari, idealizadores do evento.

Future Pharma 2026
Data: 21 de outubro de 2026
Horário: das 7h45 às 19h30
Local: Pullman & Grand Mercure
Endereço: Rua Olimpíadas, 205 – Vila Olímpia, São Paulo (SP)
Inscrições: https://futurepharma.net.br

Jornalistas interessados em realizar a cobertura do

 Future Pharma 2026 podem entrar em contato com:

Jéssica da Conceição: [email protected]

11 9977-4340 (WhatsApp)

ou

Ingrid Morato: [email protected]

11 99296-1782 (WhatsApp)

Sobre o Future Pharma

O Future Pharma é um evento voltado ao ecossistema de life sciences, criado por Luis Alberto Veiga e Rafael Botari, com foco no desenvolvimento de negócios por meio de conteúdo, inovação, tecnologia e networking. O evento combina congresso e exposição para aproximar profissionais, executivos, fornecedores, especialistas e organizações capacitadas que participam da transformação da indústria.

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS: