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Tratamento de efluentes da indústria têxtil com ultrassom e oxidação avançada

Resumo

A indústria têxtil produz quantidades grandes de efluentes que são geralmente encaminhados para corpos de água, estes efluente devem ser submetidos a uma série de tratamentos, antes de serem dispostos, mas estes tratamentos de esgoto e efluentes na maioria das vezes são insuficientes para degradar ou eliminar os poluentes que causam cor nessas águas residuais. Estes poluentes são difíceis de tratar por processos biológicos e físicos. A degradação do corante laranja CL-3R com ondas de ultrassom simultaneamente com oxidação avançada na presença de peróxido de hidrogênio foram estudadas como uma alternativa de tratamento de efluentes de indústrias de corantes têxteis. Uma solução com concentração de 8mg/l do corante como efluente têxtil foi utilizado ao longo do, em que as experimento, variáveis experimentais constantes foram temperatura de 50 ° C, um pulso de ultrassom de 9 ligado e 1 desligado, uma amplitude de 40% e uma potência que varia entre 150-200 watts. A primeira parte do procedimento experimental foi realizado para fazer uma curva de calibração usando diferentes concentrações do corante têxtil variando de 0 como o branco que é água destilada, 2ml,6ml,8ml e 10ml do oxidante em 1 litro do efluente, dando um conjunto de 5 pontos. Foi obtida a remoção de cor e degradação qualitativa de 50% de eficiência após a aplicação do agente oxidante e ultrassom.

Introdução

A água é essencial para a vida. A quantidade de água doce na terra é limitada, e sua qualidade está sob ameaça constante. Preservar a qualidade da água é importante para o abastecimento de água potável, produção de alimentos e de demais usos da água. A qualidade da água pode ser comprometida pela presença de agentes infecciosos, produtos químicos tóxicos, e os riscos radiológicos (ONU, 2015).

A escassez da água no nordeste do Brasil e nas regiões semiáridas esta sendo cada vez mais um problema preocupante, especialmente nas épocas de seca quando as bacias hidrográficas sofrem alta taxa de evaporação e perda das águas reservadas. Este problema se manifesta na falta de água suficiente para o abastecimento das comunidades semiáridas, portanto, o tratamento de esgoto e efluentes é fundamental nestas regiões, visando à utilização desta água para evitar desperdício pelas indústrias têxteis localizadas nestas áreas (OLIVEIRA, 2013).

Além disso, um dos grandes desafios atuais são a sustentabilidade e a diminuição da vulnerabilidade da região semiárida, uma vez que, os impactos ambientais decorrentes dos processos têxteis, por meio da geração de grande quantidade de efluentes líquidos com altas cargas poluidoras causam riscos, prejudicando o meio ambiente e deixando a região mais vulnerável a seca (BALAN, 2000; HASSEMER et al., 2001; KUNZ; ZAMORA, 2002).

A indústria têxtil tem elevado potencial poluidor porque é uma das indústrias que mais libera compostos químicos complexos e perigosos no meio ambiente. Entre os problemas ou dificuldades das ETES das indústrias têxteis, a remoção da cor é das mais difíceis de solucionar, o problema enfrentado pelas estações de tratamento de efluente da indústria têxtil é a remoção da cor destes compostos, principalmente porque os corantes e pigmentos foram concebidos para resistir a biodegradação, de tal forma que eles permanecem no ambiente durante um longo período de tempo. Por exemplo, a meia – vida do corante hidrolisado Azul Reativo 19 é de cerca de 50 anos a pH 7 e 25 ° C (CHEQUER et al.,2013).

Estudos realizados mostram que mesmo baixas concentrações de até 1 mg/L de corante no efluente têxtil pode gerar poluição perceptíveis e significante nos corpos de agua e afetar a qualidade estética e a transparência da água, levando a danos irreparáveis ao ambiente aquático. Os efluentes têxteis podem conter uma concentração de 5mg/L até 1500mg/L ou mais em casos onde nenhum tratamento é realizado (VERMA, 2008; ZHANG et al., 2013).

Estes efluentes podem ser tóxicos e mutagênicos, e também diminuem a penetração da luz e atividade fotossintética, causando a deficiência de oxigênio e limitando usos benéficos de corpos de água receptores destes efluentes tais como rios e lagos, podendo tornar a até inútil para atividades de banho, irrigação e criação de animais (CHEQUER et al.,2013).

Segundo Neelavannan et al., (2007) o tratamento dos efluentes têxteis podem ser feitos por meio das operações físicas, processos químicos ou processos biológicos, mas em muitos casos, obtém se maior resultado com a combinação de dois ou mais processos.

Desta maneira, o objetivo geral deste artigo foi verificar a eficácia do tratamento e remoção de cor de um efluente têxtil sintético com ultrassom e oxidação avançada.

Neste trabalho foi analisada a degradação de um corante têxtil nas concentrações certas para simular efluente da indústria têxtil sendo tratado com ultrassom e oxidação avançada com peróxido de oxigênio. O corante utilizado foi o DREMAREN CLAREN laranja CL-3R que tem uma estrutura azo e o oxidante é o peróxido de hidrogênio.

Autores: Habila Yusuf Thomas; Izanilde Barbosa da Silva; Wallysson Klebson de Medeiros Silva; Graziela Pinto de Freitas e Magna Angélica dos Santos Bezerra Sousa.

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