Pureza da água em um novo cenário de complexidade
Nos laboratórios de Life Sciences, a qualidade da água é um fator crítico para garantir a confiabilidade dos resultados analíticos e experimentais. No entanto, a presença crescente de contaminantes emergentes, como microplásticos, pesticidas e compostos orgânicos artificiais tóxicos, está redefinindo os padrões de pureza exigidos.
Esses contaminantes, muitas vezes presentes em concentrações extremamente baixas, podem interferir diretamente em técnicas altamente sensíveis como LC-MS, LC-MS/MS, PCR e cultura de células para biomoléculas — tornando indispensável o uso de tecnologias avançadas de purificação.
O desafio: contaminantes emergentes e impacto nas análises laboratoriais
Os contaminantes emergentes são substâncias que, até recentemente, não eram amplamente monitoradas, mas que hoje representam um risco significativo para processos laboratoriais e para a confiabilidade dos resultados científicos. Sua presença está associada tanto ao avanço da indústria quanto ao aumento da complexidade das cadeias produtivas e do consumo global de produtos químicos e farmacêuticos.
Entre os principais contaminantes emergentes estão:
- Microplásticos, que podem atuar como vetores de contaminantes químicos e interferir em análises físico-químicas
- Compostos orgânicos artificiais tóxicos, frequentemente presentes em traços, mas com alto potencial de interferência analítica
- Pesticidas persistentes, que apresentam elevada estabilidade e resistência à degradação
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Mesmo em concentrações extremamente baixas (nível de traços), esses contaminantes podem impactar diretamente aplicações críticas, como:
- LC-MS e LC-MS/MS (Cromatografia Líquida acoplada à Espectrometria de Massas) → aumento de ruído na linha de base, sobreposição de analitos, perda do tempo de retenção, devido ao TOC residual;
- PCR → inibição de enzimas e comprometimento da amplificação do DNA/RNA
- Cultura de células → efeitos citotóxicos que alteram o crescimento celular e geram resultados inconsistentes
Além disso, a variabilidade na qualidade da água de alimentação (feed water) e a limitação dos sistemas tradicionais de purificação podem tornam ainda mais difícil garantir níveis consistentes de pureza ao longo do tempo.
Outro desafio importante é que muitos desses contaminantes não são completamente removidos por tecnologias convencionais, exigindo abordagens mais sofisticadas e integradas. Isso aumenta a complexidade operacional dos laboratórios, que precisam equilibrar precisão analítica, eficiência e conformidade regulatória.
Diante desse cenário, torna-se essencial adotar soluções que não apenas eliminem esses contaminantes, mas que também garantam consistência, rastreabilidade e controle ao longo de todo o processo de purificação.
É justamente nesse ponto que abordagens mais avançadas — baseadas na integração de tecnologias e no conceito de múltiplas barreiras — se tornam fundamentais para assegurar a qualidade da água exigida em aplicações críticas.
Como a Veolia soluciona esse desafio
Para lidar com a complexidade dos contaminantes emergentes, a Veolia, especialista em soluções completas de purificação de água laboratorial, desenvolve tecnologias para a ciência e adota a estratégia de múltiplas barreiras, combinando diferentes tecnologias de purificação para garantir níveis máximos de qualidade da água.
Estratégia de múltiplas barreiras
Essa abordagem integra tecnologias como:
- Pré-tratamento otimizado: Protege o sistema removendo sedimentos pesados, compostos físico-químicos e oxidantes
- Osmose reversa: Elimina até 99% de íons e contaminantes orgânicos ionizados por exclusão iônica
- Deionização (tecnologia PureSure) ou Eletrodeionização, a depender da aplicação
- Filtração ultravioleta (UV): A lâmpada UV de espectro duplo (185/254nm) garante a fotodegradação de orgânicos para níveis de TOC < 5ppb.
- Ultrafiltração Final: Retenção de endotoxinas e macromoléculas orgânicas (LPS e nucleases )
- Microfiltração final: esterilização da água ultrapura e retenção de micropartículas > 0,2µm
Essa combinação permite remover uma ampla gama de contaminantes, incluindo aqueles de difícil detecção, garantindo água adequada para aplicações críticas.
Pureza para análises sensíveis
Para aplicações como LC-MS e PCR, a qualidade da água ultrapura é essencial. Soluções dedicadas garantem baixos níveis de TOC (Carbono Orgânico Total), endotoxinas e partículas, assegurando resultados confiáveis e reprodutíveis.
“A qualidade da água não é apenas um parâmetro técnico — é a base sobre a qual toda a confiabilidade científica é construída. Em um cenário de contaminantes cada vez mais complexos, contar com tecnologia de purificação avançada deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade.“, afirma Alexandre Cunha, Gerente Comercial, Tecnologias e Produtos, Water Tech
Fonte: Veolia Water Technologies

