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Veolia conclui retrofit e mudança de marca em usina de incineração em MG

Veolia conclui retrofit e mudança de marca em usina de incineração em MG | Veolia Water Technologies

Complexo industrial localizado em Sarzedo (MG) contribuirá para a modernização e escalabilidade do tratamento de resíduos Classe I no país.

A Veolia, referência global em soluções ambientais, reforça sua liderança mundial no segmento de resíduos perigosos (Classe I). Com a conclusão do retrofit e da mudança de marca da usina de incineração adquirida pela companhia no último trimestre de 2025.

A partir de agora, a unidade especializada no tratamento térmico de materiais perigosos industriais, sediada na cidade de Sarzedo (MG), passa a se chamar Veolia Sarzedo.

O complexo, que inclui uma das maiores e mais modernas plantas de incineração da América Latina, possui alta capacidade de processamento. Aproximadamente 48.200 toneladas por ano. Além disso, utiliza tecnologia de ponta.

Também adota rígidos controles de qualidade. Inclui, ainda, um sistema de tratamento avançado por neutralização seca para efluentes gasosos. Dessa forma, assegura alta eficiência. E, ao mesmo tempo, garante elevados padrões de segurança operacional e ambiental.

Veolia conclui retrofit e mudança de marca em usina de incineração em MG

Possui, ainda, sensores de controle de emissões, que enviam em tempo real os dados referentes aos vapores emitidos para o Instituto do Meio Ambiente de Minas Gerais. Toda a infraestrutura industrial da planta foi modernizada para atender aos padrões globais da Veolia, atualmente superiores às exigências no Brasil. Com isso, a operação obterá ganhos relevantes de eficiência, escalabilidade e segurança.

Com o movimento, a Veolia reforça seu compromisso com a excelência operacional e investimento em inovações que promovam a sustentabilidade e a segurança ambiental em diversos setores, principalmente indústrias, municípios e empresas de comércio e serviços. Mundialmente, a companhia já opera 58 plantas de incineração que, em 2024, processaram 1,76 milhão de toneladas de resíduos perigosos e hospitalares.

No Brasil, a nova operação é estratégica. Diante das exigências da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), Lei nº 6.938/1981, a empresa reforça sua atuação. A legislação estabelece que o gerador é responsável pelos custos e pela destinação adequada dos resíduos. Além disso, a norma internaliza os impactos ambientais.

Também exige maior controle sobre toda a cadeia. Nesse contexto, a empresa amplia sua oferta de serviços. Dessa forma, busca garantir a conformidade regulatória. Especialmente em setores críticos. Como o agroquímico. O químico. O petroquímico. E o farmacêutico.

“Estamos olhando para o futuro do tratamento de resíduos Classe I no Brasil. A geração de resíduos é inevitável. Todos os dias são criados novos produtos e, consequentemente, novos resíduos, cada vez mais complexos. Cada vez mais, serão necessárias unidades de tratamento de resíduos perigosos como esta.

Portanto, a unidade de Sarzedo não é apenas um marco de inovação tecnológica, mas um passo estratégico para elevar o patamar de segurança e sustentabilidade no país, contribuindo para a redução de gargalos futuros na gestão de resíduos perigosos da indústria.

Com este investimento, a Veolia reafirma sua missão de ser referência em soluções ambientais, apoiando a conformidade das cadeias produtivas mais complexas. Afirma Gabriel Chifflier, Diretor de Resíduos Perigosos e Hospitalares para a Veolia Ibéria e América Latina.

Veolia conclui retrofit e mudança de marca em usina de incineração em MG

Resíduos Classe I

Os resíduos Classe I são materiais perigosos que apresentam riscos à saúde pública ou ao meio ambiente, com características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade. Por isso, exigem manejo, tratamento, transporte e disposição final especiais, como a incineração, a autoclavagem e os aterros industriais Classe I.

Fazem parte deste grupo materiais como solventes, vernizes, ácidos, defensivos agrícolas, pesticidas, metais pesados (mercúrio, chumbo e cromo), medicamentos, rejeitos hospitalares e peças anatômicas.

Em 2025, o mercado deste segmento foi avaliado em aproximadamente US$ 18,9 bilhões, podendo atingir US$ 31 bilhões até 2034 segundo o relatório “Hazardous Waste Management Market Size” da Fortune Business Insights.

Esse avanço responde a um desafio considerável: a geração anual de cerca de 352 milhões de toneladas de resíduos perigosos segundo estudo conjunto da UNEP e Solid Waste Association (ISWA), o que representa cerca de 15% do volume total de resíduos sólidos gerado a nível global.

Na América Latina, a gestão de resíduos perigosos revela um cenário desafiador, marcado por infraestrutura desigual e descarte irregular que elevam riscos sanitários e ambientais agravados pelo baixo investimento em inovação e modernização.

Essa realidade torna-se ainda mais complexa diante da crise climática, que exige soluções resilientes para lidar com eventos extremos, e do surgimento de novos resíduos industriais complexos, como os PFAS, que demandam tecnologias avançadas de tratamento.

Veolia aposta na utilização da tecnologia

Diante desse contexto e da crescente pressão ESG por parte de investidores e reguladores, a gestão eficiente de resíduos deixa de ser apenas uma questão operacional para se tornar um pilar estratégico indispensável para a reputação corporativa e a viabilidade financeira no mercado global.

Para endereçar tais desafios, a Veolia aposta na utilização da tecnologia, integrando o monitoramento rigoroso de indicadores ambientais e operacionais com o uso de IA e dados para otimizar processos, antecipar riscos e elevar a eficiência operacional.

Esse ecossistema tecnológico viabiliza a incineração com recuperação energética direta e indireta, permitindo o tratamento seguro de resíduos perigosos com redução de volume e geração de energia, unindo conformidade ambiental ao máximo aproveitamento de recursos.

“Mais do que expandir nossa capacidade, estamos elevando o padrão ambiental na América Latina. O desafio da região não é apenas o volume de resíduos, mas a qualidade do tratamento que damos a eles. Ao integrarmos automação e rastreabilidade total em nossas operações, oferecemos às indústrias a segurança operacional necessária para o foco no crescimento, garantindo que sua pegada ambiental seja gerida com o que existe de mais sofisticado e seguro no mundo”, afirma Chifflier.

Fonte: Veolia


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