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Droga no mar não afeta saúde, afirma Cetesb

A conclusão é feita com base em 15 anos de análises da qualidade do mar

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Estudo foi a 4,5 km da área de mergulho, onde produtos se dissipam (Foto: Claudio Vitor Vaz / AT)

A concentração de produtos farmacêuticos e drogas ilícitas na Baía de Santos não representa riscos à saúde dos banhistas. A conclusão é da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb), com base em 15 anos de análises da qualidade do mar.

A contaminação da costa por resíduos de cocaína e remédios e eventuais impactos à vida marinha constam num estudo das universidades Santa Cecília (Unisanta) e Federal de São Paulo (Unifesp) – noticiado por A Tribuna

A descoberta do pesquisador Camilo Seabra Pereira motivou reunião na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na manhã desta terça-feira (28).

O encontro, ao qual também foram representantes do órgão ambiental paulista e de técnicos da Sabesp, serviu para encaminhar estudos e propor ações para se enfrentar esse fenômeno. “O objetivo maior é a gente melhorar a qualidade ambiental”, afirma a gerente do setor de águas litorâneas da Cetesb, Claudia Lamparelli.

Apesar da concentração de fármacos em doses mais elevadas que em outras regiões costeiras do País, ela descarta perigo à saúde humana. Segundo a gerente, o estudo ocorreu a cerca de 4,5 quilômetros da zona de mergulho, na saída do Emissário Submarino, etapa final da rede de pré-condicionamento da Sabesp.

Para o secretário de Meio Ambiente, Marcos Libório, o descarte inadequado de remédios no vaso sanitário contribui para a contaminação do mar. A pasta pretende sensibilizar à população sobre a maneira exata de se desfazer de medicamentos vencidos.

O levantamento começou no Carnaval de 2014. A etapa seguinte avaliará animais marinhos da Baía de Santos, principalmente os comestíveis, com apoio de técnicos da Cetesb.

Em nota, a Sabesp assegura que “fármacos e entorpecentes não são removidos no tratamento de esgoto nem em cidades como Londres e Nova Iorque” e a qualidade da água marítima sofre influência de fatores como o lixo jogado na rua e levado à praia pela chuva.

Fonte: A Tribuna