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Crise hídrica em Uberaba é tema de reunião; Codau divulga ações e obras para ampliar abastecimento

Encontro foi convocado pela Comissão de Crise Hídrica do Conselho Municipal de Segurança (Comseg), que colocou em pauta as ações para enfrentar os reflexos causados pela estiagem. Polícia Militar de Meio Ambiente e Defesa Civil também divulgaram os trabalhos realizados

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Imagem ilustrativa

A situação da crise hídrica em Uberaba foi tema de reunião, na terça-feira (28), entre representantes da Prefeitura, Câmara Municipal, Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMA), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, entre outros convidados. No encontro, a Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) apresentou o planejamento de obras para ampliar o abastecimento no município (veja mais abaixo).

A reunião foi convocada pela Comissão de Crise Hídrica do Conselho Municipal de Segurança (Comseg), que colocou em pauta as ações para enfrentar os reflexos causados pela estiagem. Além da Codau, a Polícia Ambiental e a Defesa Civil também divulgaram os trabalhos realizados neste período de seca intensa.

O Rio Uberaba, principal manancial de abastecimento público da cidade, logo após o final da temporada de chuva deste ano, começou a apresentar estresse hídrico em virtude da seca histórica que atinge o Sudeste do país.

Por causa do baixo volume de água no Rio Uberaba, a Codau teve que antecipar, em 73 dias, a transposição de água do Rio Claro. O sistema de transposição é usado desde 2003, para auxiliar na vazão do manancial durante o período de seca.

A estiagem prolongada também resultou no aumento do consumo de água. Por isso, a autarquia teve que adotar como medida o fechamento dos Centros de Reservação (CRs) para recuperação de nível. Ao todo, a cidade conta com 11 CRs, que têm uma capacidade de armazenar 78 milhões de litros.

No dia 24 de setembro, o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam) declarou situação crítica de escassez hídrica superficial do Rio Uberaba, que está com a vazão abaixo do ideal.

Na reunião, a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) disse que há extrema relevância nas discussões conjuntas das ações para enfrentamento da seca.

“O Ministério Público sugeriu fazermos uma comissão e o Comseg tem esta missão de reunir essas forças. Temos que nos unirmos para garantir a segurança hídrica de Uberaba. Temos um cronograma de trabalho e agora deixaremos nossa contribuição para o futuro. Juntos, vamos buscar soluções que todos nós precisamos”.

Ações apresentadas

A Codau informou que as ações para enfrentamento da seca deste ano começaram em fevereiro, com intervenções a curto prazo em duas frentes principais: a modernização do sistema elétrico de bombeamento e intervenções nas redes e adutoras de distribuição de água.

A médio e longo prazos, também foram definidos os pilares ambiental e de infraestrutura do sistema de abastecimento de água – o que inclui a conclusão das obras da Barragem Prainha e o estudo de concepção de uma nova captação de água para Uberaba.

Codau contrata empresas para gerenciamento da Barragem Prainha e reforma das Estações de Tratamento de Água em Uberaba
O presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho, explicou que a ampliação do CR-11 (Uberaba I), que atende a região Nordeste, e a construção dos CR-14 (Univerdecidade), CR-15 (Recreio dos Bandeirantes) e CR-16 (Jardim Copacabana) integram os projetos de curto prazo, com previsão de entrega em um período de três anos.

Além disso, a construção de quatro poços tubulares profundos que acompanham esta ampliação de infraestrutura de reservação está planejada para atender o crescimento da demanda por água na cidade.

Segundo José Waldir, para as duas Estações de Tratamento de Água (ETAs) foram iniciadas a obra de adequação e operação da unidade de tratamento de resíduos e reuso e reforma do sistema de filtração.


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Já para a Estação de Captação e Adução de Água do Rio Uberaba, estão previstas obras para modernizar a unidade e trocar as três adutoras que transportam água do rio até a estação de tratamento.

Em relação ao combate às perdas de água, que em Uberaba chegam à casa dos 50%, a Codau informou que planejou outras ações, como o cadastramento de todas as redes de água da cidade – o que permitirá a setorização da distribuição, definindo precisamente as zonas e distritos de abastecimento e controle de pressão. Neste componente, também está a troca de redes antigas nos bairros.

No planejamento estratégico da Codau, também está definido o estudo de concepção de complementação do sistema de abastecimento de água.

“É o único projeto a médio elongo prazos dentro do que definimos como ações desta gestão. Vamos entregar, até o primeiro semestre de 2022, os estudos concluídos e, na sequência, até 2023, o projeto de qual será a melhor alternativa de captação de água para o Município, com estudos técnicos e orçamentários”, disse José Waldir.

Ainda conforme o presidente da autarquia, todo o planejamento envolve recursos acima de R$ 75 milhões e foi estruturado com condições técnicas para ser executado em torno de 50 meses, ou seja, a curto e médios prazos, conforme se define no cronograma do saneamento.

“Cada etapa já foi definida em nosso planejamento estratégico, que mobiliza outras ações subsequentes, como a montagem do Termo de Referência das obras até abertura da licitação. A Codau tem mais de 50% deste montante assegurados através de contratos já firmados com a Caixa e o restante envolve pleitos de financiamento ou contratos não onerosos sob a modalidade de performance, que estamos analisando”, revelou José Waldir.

Ainda a reunião, o presidente da Codau observou que a Barragem Prainha já foi retomada a partir da contratação de empresa especializada no gerenciamento e fiscalização da obra.

O primeiro relatório foi entregue esta semana e as medidas para alinhar os itens tanto do projeto quanto da obra, que encontram-se em desacordo, serão analisadas pela direção. A verba de R$ 20,9 milhões destinada pelo Orçamento Geral da União (OGU) tem saldo disponível para dar continuidade às medições da obra.

O vice-prefeito Moacyr Lopes (Solidariedade), que é o presidente do Comseg, comentou que há 26 inconsistências já detectadas no relatório da Barragem Prainha.

“Haverá, sim, atrasos na obra e manteremos a Prainha como uma barragem de acumulação, como uma reserva técnica de água no período crítico da seca. Mas a sua capacidade de reservação é para atender a demanda da cidade por apenas 15 dias e não 60 dias como haviam falado”, completou.

Participaram do encontro os vereadores Lu Fachinelli (PSL), Celso Neto (PP), cabo Diego Fabiano (PP), Baltazar da Farmácia (DEM), Túlio Micheli (PSL), Rochelle (PP), Samuel Pereira (MDB); o comandante da 5ª Cia PM Independente Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário, tenente Rivaldo Luciano de Oliveira, e o tenente Paulo, responsáveis pela Operação “Proteja a Água”; o promotor de Meio Ambiente, Renato Teixeira, além de secretários municipais, Corpo de Bombeiros, entre outros convidados.

Fonte: G1.


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