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Avaliação da qualidade da água da sub-bacia do Rio das Velhas, inserida na bacia hidrográfica do Rio São Francisco

Resumo

Este trabalho apresenta um estudo da variação espacial da qualidade das águas superficiais por meio da Análise de Cluster (AC), teste não paramétrico de Kruskal-Wallis e análise do percentual de violação à legislação vigente. Os dados de monitoramento da bacia hidrográfica do rio das Velhas foram obtidos junto ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

Foram analisados 14 parâmetros em 65 estações de monitoramento, no período de 2008 a 2016. A Análise de Cluster e o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis foram utilizados para caracterizar a variação espacial da qualidade das águas da bacia, bem como identificar os principais parâmetros responsáveis pela diferença entre as estações estudadas. Foram formados 10 grupos de estações, conforme a similaridade da qualidade da água, sendo justificados principalmente por pressões antrópicas similares. Na análise do percentual de violação destacaram-se os parâmetros coliformes termotolerantes/Escherichia coli, manganês total e fósforo total.

Introdução

A qualidade das águas superficiais pode ser alterada pela intervenção antrópica ou pelos processos naturais de variação da precipitação, intemperismo das rochas e erosão. Essas modificações podem tornar a qualidade das águas inadequada para os seus usos múltiplos como consumo humano, industrial, dessedentação animal, recreação e irrigação.

Sendo assim, o monitoramento da qualidade das águas superficiais é uma ferramenta valiosa de gestão dos recursos hídricos, uma vez que seus resultados possibilitam melhor conhecimento da situação da qualidade das águas e as principais alterações ocorridas ao longo do tempo.

Os programas de monitoramento, em geral, incluem resultados de diversos parâmetros físico-químicos e biológicos, mensurados em várias estações de amostragem durante longos períodos de tempo. Por consequência, é gerado um banco de dados complexo e extenso, o que dificulta a extração de informações úteis. Nesse sentido, a aplicação de diferentes técnicas estatísticas facilita a interpretação de dados, permitindo compreender melhor as variações temporais e espaciais da qualidade da água e identificar possíveis fatores que influenciam a qualidade da água (Omo-irabor et al., 2008; Zhang et al.,2011 e Souza et al., 2015).

Autores: Ana Luiza Cunha Soares; Carolina Cristiane Pinto; Elizângela Pinheiro da Costa; Lívia Duarte Ventura Melo e Silvia Maria Alves Correia Oliveira.

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