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Ações emergenciais e definitivas garantem acesso a água no Paraopeba/MG

Tecnologia inédita aumenta eficiência e garante prestação contínua do serviço de distribuição, enquanto ações definitivas aumentam volume disponibilizado.

agua

Imagem Ilustrativa

Todos os dias, o produtor rural Alexandre Souza Cruz, 62 anos, recebe água limpa e de qualidade para usar nas duas fazendas localizadas às margens do rio Paraopeba em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Por conta da interrupção da captação no manancial desde o fim de janeiro de 2019, caminhões pipa abastecem as caixas-d’água para que as atividades não sejam interrompidas no local.

“Nas fazendas, trabalhamos com gado de leite e, também, temos cavalos. A água que chega é de excelente qualidade. Quando ela é entregue, mostram como está o PH, a quantidade de cloro, e dá para usar para tudo”, contou. Assim como Cruz, outros atingidos ao longo de 16 municípios da bacia do Paraopeba já receberam mais de 1,2 bilhão de litros de água até maio deste ano.

A distribuição acontece em um trecho de 250 km entre Brumadinho e Pompéu, na região Central de Minas, para consumo humano e dos animais e irrigação. Sem interrupção há mais de dois anos, os números da operação mostram o desafio: são cerca de 620 pontos de entrega, com 62 caminhões-pipa percorrendo, em média, 12,4 mil quilômetros por dia. Além disso, também é feita a entrega regular de água engarrafada em cerca de 1.800 núcleos familiares. E uma tecnologia inédita tornou ainda mais eficiente a distribuição da água em toda a região.

Através do sistema de gerenciamento de frota e entrega de água potável, é possível identificar em tempo real cada veículo que faz o trabalho e ainda os motivos de uma programação de entrega não ter sido realizada, o que garante a confiabilidade. “O processo é todo rastreado, consigo saber o trajeto, quem foi atendido, qual caminhão saiu da garagem e se uma entrega não foi realizada, por exemplo, pelo fato de o reservatório do proprietário estar cheio”, explicou Josué Antônio Silva, analista da Coordenação Agropecuária da Vale.

Outra melhoria trazida pela tecnologia foi a agilidade aos atendimentos emergenciais em propriedades que tiveram um consumo maior que o habitual. “Caso tenha a solicitação para a entrega d e mais água, a equipe verifica na hora se tem algum caminhão perto e já direciona para atender. Ainda é possível estimar o tempo de chegada à propriedade”, resumiu.


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Critérios de elegibilidade

O fornecimento de água acontece em propriedades rurais e residências que dependiam da captação do Paraopeba ou de lençóis freáticos localizados a menos de 100 m das margens do rio. “Quando o solicitante passa o endereço, já verificamos se está localizado no polígono de atendimento. Sendo elegível, vai para o nosso cadastro e fazemos a programação. Os técnicos vão a campo, verificam a propriedade e dimensionam o consumo”, explicou o coordenador de Agropecuária da Vale, Marco Furini.

Além de ter um laboratório especializado que faz inspeções em todos os caminhões que entregam a água, uma empresa de auditoria técnica independente contratada para atender o Ministério Público realiza análises como contraprova. Até o momento, 100% das amostras estavam em conformidade com as legislações para uso doméstico, irrigação e dessedentação animal.

Em outra frente de trabalho, projetos de implantação de sistemas de abastecimento de água através de captações superficiais e subterrâneas contribuíram para disponibilizar mais de 6 bilhões de litros de água às comunidades atingidas. Além disso, a Vale está implantando sistemas de tratamento em toda a bacia para garantia de água de qualidade para os diversos usos, como consumo humano, irrigação e dessedentação animal.

Portal de acesso público

Notas e dados técnicos, mapas, relatórios e gráficos retratam as atividades do monitoramento e a qualidade das águas no trecho do rio Paraopeba atingido pelo rompimento da barragem de Brumadinho.

Desde junho, o portal vale.com/reparação, de acesso público, traz de forma transparente as principais informações sobre a situação do manancial. Ao todo, são aproximadamente 70 pontos de monitoramento, mais de 38 mil amostras coletadas desde o dia 25 de janeiro de 2019 e 4 milhões de resultados de análises da água, solo e sedimentos. Parte dos afluentes do rio também são acompanhados de forma preventiva, além da Usina Hidrelétrica de Três Marias e do rio São Francisco, não afetados pelos rejeitos.

O processo também foi modernizado com a implantação de um monitoramento automático, realizado por 11 estações telemétricas. Com isso, é possível realizar a medição remota de hora em hora, com todos os dados transmitidos via satélite.

No portal é possível verificar a evolução dos resultados dos parâmetros, como a avaliação de metais, turbidez, presença de sólidos, oxigênio dissolvido, entre outros, além do acesso ao Boletim Informativo do Cidadão. </CW>
As coletas e análises são realizadas por laboratórios especializados, e os resultados são avaliados por órgãos fiscalizadores e auditoria independente.

Fonte: O Tempo.