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Usina de compostagem inicia operações em Campinas/SP

Processamento irá gerar economia de R$ 2 milhões mensais e redução de emissão de gases

 

compostagem

Imagem Ilustrativa

 

Começou a operar oficialmente ontem em Campinas a Usina Verde, que vai gerar inicialmente economia de R$ 2 milhões por mês e reduzir emissão de gás metano, causador do efeito estufa. A Usina processa compostagem orgânica destinada à agricultura a partir da poda de árvores, corte de grama, sobras de vegetação, manejo do Departamento de Parques e Jardins (DPJ); sobras de frutas e verduras da Centrais de Abastecimento de Campinas (Ceasa) e material orgânico produzido pelo sistema de tratamento de água e esgoto da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa).

Trata-se da primeira Usina Pública deste tipo no País e foi instalada em uma área de 170 mil metros quadrados na Fazenda Elisa, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que realizou parceria com a Prefeitura. O anúncio foi feito ontem pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), por meio de live nas redes sociais, que revelou o plano de chegar à produção de 300 toneladas por dia, após uma empresa vencer a licitação para operar o sistema.

A Usina Verde é aguardada há pelo menos três anos e já estava funcionando de forma experimental há um ano. Produz atualmente 100 toneladas de adubo orgânico por dia, gerando uma economia de R$ 2 milhões por mês ao município — apenas por não ter que enviar o lixo orgânico controlado pelo Poder Público para o aterro de Paulínia.

Vantagem ecológica

Além disso, a Usina permite uma grande vantagem ecológica ao reduzir o envio de lixo orgânico para aterro sanitário, que é um grande vilão do meio ambiente. Com menos lixo orgânico nos aterros, há redução na geração de chorume e de gás metano – principais causadores do efeito estufa na atmosfera. O secretário municipal de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, afirmou que 100% do lixo “verde” será transformado em adubo orgânico, que será testado e qualificado pelo IAC.

O edital de contratação pública já foi aprovado e uma empresa poderá operar após o processo de concorrência ser efetivado. Vale lembrar que a licitação foi suspensa três vezes, mas Jonas disse que não existe a possibilidade de paralisar o funcionamento da Usina Verde e que a expectativa é de haja a contratação de uma empresa no ano que vem para operar e ampliar os serviços.


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A Usina Verde exigiu um investimento de R$ 5,8 milhões da Sanasa na aquisição de equipamentos da Áustria – trituradores, compostadores e peneiras mecanizadas sem similares em território nacional. Arly de Lara Romêo, presidente da Sanasa, lembrou que este investimento será recuperado em poucos meses e trará ganhos incalculáveis para o município, principalmente nas questões ambientais.

A operação e a manutenção dos serviços estão por conta da Secretaria de Serviços Públicos, ao custo mensal de R$ 500 mil. Jonas lembrou que o investimento e a manutenção serão compensados em poucos meses com a economia gerada pelo corte de envio de lixo orgânico da Prefeitura ao aterro de Paulínia.

Uso nobre

O adubo orgânico produzido será usado nas áreas públicas verdes da cidade, nas culturas e na produção de sementes do IAC. A produção excedente de adubo orgânico será certificada pelo IAC, com selo de qualidade, para ser vendida a produtores agrícolas na Ceasa.

Neste período experimental de um ano, o IAC fez testes de fertilidade e qualidade da compostagem híbrida de material orgânico com restos de galhos e vegetação, garantindo resultados satisfatórios também na área da pesquisa.

A meta é de criar no futuro outros tipos de adubos orgânicos na Usina Verde. Dentre as vantagens, os pesquisadores da IAC destacaram que há ganhos ao meio ambiente, pois o adubo orgânico produzido já resultou na redução do uso de adubos químicos em 80% nas culturas utilizadas.

Fonte: Correio RAC.


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