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Reuso de água e retrofitting de plantas de tratamento de águas e efluentes no atual cenário Brasileiro

Cenário Nacional

O Brasil é internacionalmente conhecido por suas recorrentes crises políticas e financeiras, assim, as interferências econômicas ocorrem de maneira constante, tanto no cotidiano da população quanto na atuação das empresas em todo território nacional.

Tradicionalmente, o tratamento de águas caracteriza-se como tecnologia de extrema necessidade na maioria das companhias, pois através dele, obtém-se o insumo fundamental à maior parte dos processos industriais, entretanto, as tecnologias empregadas nas plantas de tratamento não passam por estudos tecnológicos mais modernos e adequados em prol da melhora no atendimento das necessidades exigidas para cada atividade industrial, exceto quando o destino deste insumo recai sobre caldeiras ou torres de resfriamento, que por questões de segurança operacional, necessitam de tratamentos e polimento mais sofisticados. Em muitos casos, há inclusive preferência por águas subterrâneas, que, na maioria das vezes, apresentam qualidade superior às águas superficiais, assim, reduzindo o aporte financeiro e tecnológico disponibilizado pelas companhias às plantas de tratamento.

O tratamento de efluentes é visto como um problema pelas indústrias sendo executado exclusivamente para o atendimento à legislação ambiental vigente, e eventualmente, aos requisitos das Normas ISO (14.000, 9000, etc.). Estas plantas normalmente são adquiridas considerando-se apenas seus custos de investimento.

Esta apresentação tem a finalidade de mostrar um novo olhar sobre esta problemática e apresentar de forma diferente o tratamento destes sistemas que se constituem, na realidade, de processos unitários com ativos importantes, tais como às operações qualificadas, atendimento legal e de conformidade com padrões corporativos e a projeção tanto interna quanto externa de uma imagem sustentável das corporações.

Para esta nova forma de analisar estes sistemas, devem se considerar também duas possibilidades de utilização dos ativos existentes com o objetivo de redução dos custos de implantação destes sistemas: retrofitting e reuso ou reciclo de águas. Para ambos os casos, os estudos e definições passam por uma compreensão mais adequada destes termos.
RETROFITTING: é um termo inglês que significa: voltar ao estado de novo com a aparência original, adaptar, atualizar ou modernizar.

Em tratamento de águas e efluentes significa a adaptação ou adequação de uma planta de tratamento de águas e efluentes a novas condições de trabalho, sejam elas por necessidade de atendimento à legislação ou outras condicionantes ambientais, por mudanças (aumento ou redução) na carga orgânica, obsolescência dos equipamentos, aumento ou redução de vazão. Pode significar também a possibilidade de melhoria de condições operacionais de uma planta existente.

REUSO DE ÁGUA: o reuso de água implica no reaproveitamento de um efluente de forma direta ou indireta, em outras palavras, é definido como o aproveitamento de águas previamente utilizadas, uma ou mais vezes em alguma atividade humana, para suprir as necessidades de outros usos benéficos inclusive o original.

Este tema é muito atual, pois além da crise hídrica que se abateu sobre São Paulo no último ano, outros locais no Brasil apresentam carência no fornecimento de água ou água de baixa qualidade. Portanto o reuso de água pode ser uma solução para determinadas aplicações.

Para uma boa decisão na escolha do caminho mais adequado, a H2O Engenharia está qualificada a desenvolver as seguintes atividades, que compõem um projeto conceitual:

  • Caracterização dos diversos fluxos de efluentes: vazões, características físicas, químicas e biológicas, variação das cargas;
  • Revisão das características de tratabilidade físico química e biológica dos fluxos individuais ou combinados, com a execução de testes piloto ou em laboratório para avaliar tratabilidade;
  • Avaliação da toxicidade dos efluentes e seu impacto na eficiência geral da ETE;
  • Estabelecimento das características de cargas de choque na planta;
  • Avaliar e utilizar oportunidades para a redução de carga poluente (orgânica e inorgânica);
  • Verificar possibilidades de segregar efluentes;
  • Avaliação da performance de processos unitários individuais e modelagem da resposta destas operações unitárias à variação de cargas e tipos poluentes;
  • Estabelecimento das capacidades de tratamento das unidades individuais;
  • Estabelecimento da ecologia dos sistemas aeróbios e anaeróbios;
  • Oportunidades para melhorar a performance da ETE ou ETA baseada na melhor engenharia;
  • Oportunidades para melhorar a eficiência energética da ETE ou ETA;
  • Oportunidades para combater os picos de carga na ocorrência de desajustes processuais;
  • Uso de produtos (bactérias e enzimas ou outras opções) para aplicar nas plantas em condições extremas de desajustes processuais;
  • Oportunidades para estabilizar e reduzir o lodo biológico descartado pela planta;
  • Sugerir um programa operacional para melhoria da planta; programas de monitoramento e manutenção;
  • Sugerir um esquema para a modificação da planta de tratamento – Retorno do Investimento e Retorno em Objetivos.

H2O Engenharia Ltda.
Rua dos Três Irmãos 62 cj. 502 –  CEP 05615-190 São Paulo – S. P.  – Fone / Fax 011-3723-4422
e-mail:  h2oltda@h2oengenharia.com.br

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O Portal Tratamento de Água ( www.tratamentodeagua.com.br )  realizará o Workshop: Reúso de Efluentes e Retrofitting de Sistemas. Está programado para os dias 30 de novembro e 01 de dezembro, no auditório do CRQ, em São Paulo/SP.

Ademar Ferreira, diretor da H2O Engenharia ministrará uma palestra técnica no evento.

Confirma a programação completa e participe >> https://goo.gl/vdj7sp