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Em meio a racionamento, Sabesp promete maior captação de água em 2022 com obras de R$ 297 milhões em Franca/SP

Iniciado em 2013, mas atrasado por problemas judiciais, sistema terá como fonte o Rio Sapucaí-Mirim. Em uma das piores estiagens dos últimos anos, cidade enfrenta cortes alternados de 36 horas no fornecimento

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Imagem ilustrativa

Depois de prorrogar o corte de 36 horas alternadas no fornecimento de água aos moradores de Franca (SP), a Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) informou nesta sexta-feira (1º) que a implementação de um novo sistema deve ampliar a captação de água na cidade a partir de 2022.

Segundo representantes da companhia, as obras para utilização de água do Rio Sapucaí-Mirim, orçadas em R$ 297,2 milhões, iniciadas em 2013 e atrasadas por uma série de questões judiciais, ainda não estarão finalizadas, mas a estrutura estará disponível para melhorar o serviço para a população no próximo semestre.

“A companhia está trabalhando para que, até o primeiro semestre do próximo ano, já vamos ter uma situação muito melhor do que temos hoje. A obra não estará completamente pronta, mas teremos uma condição de oferta de água muito melhor do que temos hoje”, afirmou Benedito Braga, diretor-presidente da Sabesp.

Apesar disso, não foram apresentadas soluções imediatas para o problema, além do racionamento e da expectativa de que as chuvas melhorem os níveis dos atuais reservatórios do município.

Diante de uma estiagem prolongada, houve queda na vazão dos mananciais do Rio Canoas e do Córrego Pouso Alegre, e, desde 2 de setembro, a população convive com rodízio no abastecimento. Até então, ele seria mantido até o dia 29 do mês passado, mas acabou prorrogado até a próxima quarta-feira (6).

“Temos perspectiva a partir de domingo de termos precipitações significativas. (…) Então é possível que na semana que vem tenhamos uma situação menos dramática como a que estamos vivendo hoje”, afirmou Braga.


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Novo sistema de captação

A obra que, segundo a Sabesp, deve começar a dar retorno a partir de 2022 é um projeto de R$ 297,2 milhões que prevê uma série de intervenções para viabilizar a captação das águas do Rio Sapucaí-Mirim.

Segundo representantes da companhia, quando concluído, o projeto deve praticamente dobrar a capacidade de abastecimento da cidade, que hoje é de 900 litros por segundo, com ao menos mais 800 litros por segundo. Uma estrutura que contará com uma nova estação de tratamento de água (ETA), cinco estações elevatórias, três reservatórios, além de novas tubulações.

Nas projeções da Sabesp, isso significa garantir um nível satisfatório de abastecimento ao menos até 2080.

“Vamos ter contingência de tal forma que, qualquer problema em um dos sistemas, o outro atende. Franca está garantida em termos de quantidade de água e de possibilidades em caso de algum acidente. É uma segurança hídrica gigantesca para a cidade”, afirma Gilson Santos de Mendonça, superintendente regional da Sabesp em Franca.

As obras foram licitadas em 2010 e foram iniciadas em abril de 2013, mas até hoje não foram finalizadas por rescisão contratual e problemas judiciais com a empresa responsável que somente foram solucionados em 2019.

Depois disso, a Sabesp foi liberada pela Justiça para lançar licitação para um novo contrato, segundo dirigentes da companhia.

Estrutura de captação, uma das estações elevatórias, além da estação de tratamento estão concluídas. Entre as pendências para que o serviço esteja pronto estão adequações para garantir a segurança das novas tubulações, desassoreamento nos pontos de captação e ajustes de automação no tratamento.

“Nós estamos trabalhando para que isso aconteça o mais célere possível”, diz José Francisco Gomes, superintendente de gestão de empreendimentos da Sabesp.

Fonte:G1.


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