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Laticínio Scala recicla 98% dos resíduos gerados em suas fábricas

O Sistema de Gestão Ambiental do Laticínio Scala engloba reflorestamento, energia renovável, logística reversa, reúso de água e reciclagem de resíduos

 

queijo

Imagem Ilustrativa

 

O Laticínio Scala, um dos principais produtores de queijo no Brasil, recicla 98% do material descartado em suas três fábricas — duas em Sacramento e uma em Salitre de Minas, ambas em Minas Gerais. Tendo como um de seus valores a sustentabilidade ambiental, a empresa também faz a logística reversa de suas embalagens, ou seja, retira do mercado parte do volume de plástico e papelão que acondiciona seus produtos. Somente em 2020, foram 347 toneladas de papel e 155 toneladas de plástico. Da mesma forma, são recolhidos os recipientes usados para embalar as rações da Divisão de Nutrição Animal do grupo.

“A Scala busca sistematizar as ações de responsabilidade ambiental desenvolvidas pela empresa. Sabemos da necessidade do uso racional dos recursos naturais e de preservar o meio ambiente, por isso adotamos ações de controle, iniciativas e projetos na área de preservação ambiental dentro e fora de nossas unidades”, afirma o coordenador de meio ambiente da empresa, Cleidomar dos Reis Oliveira.

Mercado Livre de Energia

Desde 2016, o laticínio faz parte do Mercado Livre de Energia, onde adquire energia renovável suficiente para suprir 100% do consumo total de suas instalações. O uso de energia limpa é um importante ativo ambiental pois possibilita a recuperação de CO2 da atmosfera. Em 2020, pelo consumo apurado, a recuperação equivalente foi de 1.462 toneladas de CO2.

Considerando que de acordo com o Instituto Brasileiro de Florestas, uma tonelada de CO2 equivale ao plantio de sete árvores, podemos dizer isso corresponde a plantar 10.234 árvores no ano.


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O laticínio também abastece suas caldeiras com lenha de eucalipto reflorestado de sua própria reserva. Atualmente o Scala tem em torno de 350 hectares de eucalipto plantado em suas duas fazendas fornecedoras de lenha. Juntas, registram uma produtividade média de 350 m³/hectare, produzindo 122.500 m³ de lenha no total. Como a colheita é feita em média a cada sete anos, são obtidos 17.500 m³/ano, ou seja, 1.458 m³/mês — o que corresponde ao consumo mensal de lenha de duas das três fábricas. Com isso, 100% da madeira utilizada na empresa é reflorestada, sendo 90% de produção própria.

Lavadores de gases

Em atenção à quantidade de fumaça e emissão de material particulado lançados na atmosfera pelas caldeiras, a empresa utiliza modernos lavadores de gases. Com esta medida, reduz de maneira significativa a emissão de materiais poluentes.

Em relação ao consumo de água, em 2020 a empresa reduziu o índice de consumo em mais de 10%, além disso, através das iniciativas de reúso de água, conseguiu uma economia de cerca de 240.000 litros de água por dia. O uso de tecnologia para concentração de soro, possibilita que a água retirada do processo seja utilizada na produção, gerando uma economia de 130.000 litros de água/dia. Nos processos de higienização, a última água de enxágue de equipamentos é reutilizada para o primeiro enxágue de caminhões e silos, o que significa uma redução do consumo de água de mais de 100.000 litros por dia.

Para contribuir com a manutenção da qualidade das águas dos rios, a empresa possui Estações de Tratamento de Efluentes, ETEs, capazes de tratar todo o efluente fabril e devolver ao meio ambiente uma água livre de poluentes.

Fonte: Exame.


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