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Primeira garrafa 100% compostável made in Portugal

Sociedade da Água de Monchique, Fundação Mirpuri e Universidade do Minho, parceiros em projeto revolucionário

TheGoodBottle

A Sociedade da Água de Monchique associou-se à Fundação Mirpuri e à Universidade do Minho no desenvolvimento da primeira embalagem portuguesa, 100% compostável e de degradação rápida – a “The Good Bottle”.

Um projeto pioneiro, 100% português, ecofriendly, que promete revolucionar a indústria e que é apresentado pela primeira vez ao mercado sob a forma de uma garrafa de Água Monchique.

Parceiro industrial da “The Good Bottle”, a Sociedade da Água de Monchique, junta-se a este projeto com a firme convicção de que este irá provocar uma profunda transformação na indústria mundial.

“Esta parceria estava destinada a acontecer. Ficamos muito honrados com o convite para integrarmos este projeto que acreditamos que vai mudar o paradigma da embalagem e ajudar a tornar o mundo melhor. É um orgulho vermos a nossa Água Monchique ser o primeiro produto no mundo a ser embalado na “The Good Bottle”, explica Vítor Hugo Gonçalves, CEO da Sociedade da Água de Monchique.

A Água Monchique tem direcionado muito da sua I&D na busca de soluções de embalagens mais sustentáveis que reduzam de forma significativa o impacto ambiental da sua atividade.

“Partilhamos com a Fundação Mirpuri valores e sobretudo uma visão comum na forma de olhar para o futuro do planeta pelo que o projeto “The Good Bottle” foi desde logo recebido e trabalhado pelas nossas equipas com elevado espírito de missão, acreditando que estamos a construir algo bem maior que nós e que poderá revolucionar a indústria mundial”, destaca Vítor Hugo Gonçalves.

 

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À Sociedade da Água de Monchique cabe a responsabilidade de contribuir no desenho de uma solução industrial que “transforme” este material inovador num produto que possa ser disponibilizado em massa ao mercado.

A Mirpuri Foundation iniciou em 2018 um protocolo com a Interface Fibrenamics da Universidade do Minho com vista à construção conjunta de um programa de investigação e desenvolvimento, que pretende criar alternativas sustentáveis à utilização em massa de embalagens de plástico.

O grupo de cientistas da Universidade do Minho elaborou um protótipo que revolucionará para sempre a indústria dos bens de consumo e que promete ser um exemplo para o mundo: embalagens 100% biodegradáveis e compostáveis, substituindo assim as opções descartáveis e com longos períodos de decomposição.

“The Good Bottle” é um produto composto por uma base polimérica compostável em ambiente doméstico, e na sua composição contém algas que durante a degradação da garrafa servem de alimento para espécies marinhas. Apresenta uma taxa de biodegradabilidade de 74%, ao final de 45 dias, e em condições de compostagem controlada, e de 90% até 12 meses, dependendo das condições a que está exposta.

No âmbito do projeto foi também efetuado um estudo de avaliação da toxicidade aguda em ambiente marinho deste material usando peixes-zebra, o qual registou resultados excelentes em comparação com a registada com polímeros convencionais. Por outro lado, e uma vez que na sua composição a garrafa possui algas, as mesmas podem servir de alimento para espécies marinhas, durante o seu rápido processo de desintegração. A composição de base do material e o seu contacto permanente com a água originam a sua hidrólise, num horizonte temporal curto, uma enorme vantagem para a conservação dos Oceanos.

Apresentado pela primeira vez na forma de garrafa de Água Monchique, também a tampa é produzida a partir da mesma composição contando, por isso, com as mesmas caraterísticas de biodegradação.

“Esta é uma iniciativa pioneira e inovadora, que pretende liderar a mudança necessária, inspirando os mais diversos setores a oferecerem ao consumidor escolhas cada vez mais responsáveis e que não ameacem a sobrevivência das gerações futuras”, refere Paulo Mirpuri, Presidente da Fundação Mirpuri.

“Este novo material, que apresentamos hoje na forma de garrafa de água mineral, em parceria com a Sociedade da Água de Monchique, promete abrir caminho a uma profunda transformação na indústria mundial”, acrescenta Marianela Mirpuri, gestora do projeto.

“Foi sem dúvida um projeto bastante ambicioso, cujo desafio desde logo nos atraiu pela necessidade emergente de desenvolvimento de novas soluções sustentáveis para o futuro. Não apenas para as pessoas, mas também para a mãe natureza”, afirma João Bessa, Technology Manager da Interface Fibrenamics da Universidade do Minho.

 

Fonte: monchique