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Tratamento de Surfactantes - Cavitação Hidrodinâmica Biotecs

Tratamento de Surfactantes – Cavitação Hidrodinâmica | Biotecs

Tratamento Águas Residuais Poluentes

O tratamento de águas residuais tem uma responsabilidade importante de reagir às mudanças nos resíduos produzidos pelo consumidor e pela indústria, que representam desafios ambientais.

Os surfactantes são um desses contaminantes emergentes e de interesse. Seu uso doméstico e industrial é cada vez mais onipresente. Além disso, causam dificuldades no tratamento tradicional e geram impactos ambientais.

Estruturas Similares

As estruturas dos surfactantes e óleos e graxas (O&G) são muito similares. Ambas as substâncias podem provocar sérios descontroles nas estações de tratamento de esgotos municipais e efluentes industriais, cada uma à sua maneira.

  • Surfactantes (tensoativos – redutores de tensão superficial)
    • Compostos de amônio quaternário (QACs)
    • Cloretos de benzalcônio (BACs)
    • Outros
  • Limpadores de Superfícies
    • Desengordurantes
  • Sabões e Detergentes
    • Laurilsulfato de sódio (SLS)
    • OutrosGorduras, Óleos e Graxa (O&G)
    • Fosfolipídeos

Espumas – Origens e Tipos Principais

As espumas formadas no pré-tratamento e processos biológicos de estações de tratamento de esgotos municipais e efluentes industriais podem ser o resultado das suas condições biológicas operacionais temporárias e/ou, principalmente, das elevadas concentrações de surfactantes de uso doméstico e industriais, que são enviadas, por exemplo, para o tanque de aeração de um processo biológico de lodos ativados.

Dessa forma, podemos mencionar basicamente 2 (dois) tipos de espumas que podem se formar nesse processo: i) biológicas e ii) químicas:

As biológicas, de cor mais amarronzada, podem ocorrer, por exemplo, durante a fase de posta em marcha da estação de tratamento. Isso acontece quando o processo biológico aeróbio ainda está se ajustando às condições impostas nessa fase inicial de tratamento. À medida que o processo vai evoluindo e tendendo para a sua estabilidade e normalidade operacionais, as espumas vão diminuindo até praticamente desaparecer.

Entretanto, no tanque de aeração pode também se formar uma variante de cor preta, normalmente presente na sua superfície, que denuncia uma operação inadequada e com baixas eficiências do processo. Estas espumas podem ser formadas principalmente por bactérias (lodo) mortas, finos de carvão, óleos e gorduras, etc.

Formação de Espumas

A formação de espumas (biológicas) durante a fase de posta em marcha pode, também, ocorrer devido a um súbito desbalanceamento entre a relação “alimento x microrganismos” (A/M ou F/M em inglês). Isso significa um aumento descontrolado da carga de alimentação do sistema ou um aumento descontrolado da carga de lodo (como no caso de uma inoculação) em um curto espaço de tempo. Isso pode acontecer independentemente de o processo estar reagindo favoravelmente, apresentando ótimas eficiências e demais parâmetros dentro da normalidade.

As espumas químicas, de cor esbranquiçada, são fruto de elevadas concentrações de surfactantes presentes nos esgotos municipais e efluentes industriais. Elas podem se formar em grandes volumes nos tanques de aeração, com o auxílio do oxigênio/ar que está sendo fornecido. Dessa forma, quanto maior for o volume de O2/ar e concentração de surfactantes presentes no tanque de aeração maior será a formação de espumas (bolhas de ar).

Fonte: Biotecs


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