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Tratamento e aproveitamento de água de lavagem de filtro em estação de tratamento de água

Resumo

O gerenciamento de resíduos gerados em Estações de Tratamento de Água (ETA) é objeto de diversos estudos, e sua disposição de maneira indiscriminada constitui um grande passivo ambiental. Dentre os resíduos gerados se destaca a água empregada nos processos de limpezas dos filtros que, muitas vezes, é lançada indiscriminadamente no meio ambiente. Este trabalho objetiva desenvolver e avaliar o desempenho de um sistema de reúso de água de lavagem de filtros de ETA’s seguido de um sistema de desidratação de lodo. A proposta foi a implantação de um tanque de sedimentação que funciona como separador de fases, sólida (lodo) e líquida (água de recirculação). Para o desaguamento do lodo obtido, foi utilizado um leito de drenagem de métodos construtivos simplificados. Essa solução permitiu o reaproveitamento de mais de 75% da água de lavagem, redução de custos operacionais, drenagem e desaguamento de lodo de maneira mais rápida, além de produzir uma torta de lodo com teores elevados de sólidos (30%).

Introdução

As Leis 9.433, de 8 de janeiro de 1997 – “Política Nacional de Recursos Hídricos”, a Lei 9.433 de Recursos Hídricos e a 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 – “Crimes Ambientais”, trazem em seus conteúdos condições que deverão exigir nova postura dos gerentes dos sistemas de tratamento de águas diante dos resíduos gerados e sua disposição no meio ambiente, além de provocar uma mudança de postura dos órgãos de fiscalização diante do problema.

Um dos problemas mais sérios nesse contexto é a redução do volume de lodo produzido ou a diminuição dos volumes a serem dispostos. Em função da quantidade excessiva de água presente nesses rejeitos, a remoção desta é imperativa na solução do problema. (Cordeiro, 2001).

Sabendo que a disposição dos resíduos gerados em estação de tratamento de água in natura pode provocar alterações prejudiciais ao meio ambiente, os estudos voltados para minimizar esses impactos vêm crescendo significativamente no Brasil. O primeiro passo é a caracterização do efluente gerado, e isso vai depender do tipo de tratamento que é dado para a água bruta.

Autores: Jordanna B. Lustosa;  Dalton C. Bracarense;  Fabio Moreira S De Castro; Sérgio Carlos Bernardo Queiroz e Giulliano Guimarães Silva.

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