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O reúso de água no Brasil: a importância da reutilização de água no país

Resumo

A pressão sobre os recursos hídricos pode ser reduzida com o controle das demandas. O reúso pode ser definido como uso de água residuária ou água de qualidade inferior tratada ou não. O presente trabalho servirá para demonstrar o reúso como instrumento de redução do consumo de água (controle de demanda) e recurso hídrico complementar.

Grande parte dos esgotos domésticos e efluentes industriais é lançada diretamente nos corpos de água, sem qualquer tipo de tratamento, o que causa poluição ambiental. A poluição dos recursos hídricos, como resultado dos lançamentos de resíduos resultantes dos usos e atividades antrópicas, é uma alteração que pode acarretar sérios prejuízos ao homem e ao meio ambiente.

As leis existentes no Brasil poderão servir de base para a padronização da prática de reúso no País. Muitos problemas na área de recursos hídricos estão presentes hoje no Brasil, como escassez de água; ocorrência de enchentes periódicas nos grandes centros urbanos; inexistência de práticas efetivas de gestão de usos múltiplos dos recursos hídricos; distribuição injusta dos custos sociais associados ao uso intensivo da água; participação incipiente da sociedade na gestão. A água pode ser reutilizada em jardins, parques, indústrias, irrigação.

No Brasil a partir dos anos 90 algumas indústrias já utilizavam boa parte da água reciclada. Até o momento não se estabeleceu padrões para a prática do reúso, o que pode ser feito é um ajuste à realidade nacional através de estudos sobre os riscos associados e os conhecimentos das condições específicas das regiões.

Introdução

A gestão dos recursos hídricos tem um grande desafio, equilibrar a necessidade dos usuários e a disponibilidade de água. A pressão sobre os recursos hídricos pode ser reduzida com o controle das demandas.

Segundo RODRIGUES (2005) o reúso de água surge atuando em dois aspectos: Instrumento para redução do consumo de água (controle de demanda) e recurso hídrico complementar.

Algumas consequências da ausência de legislação sobre o assunto podem ocorrer, tais como: altos riscos de contaminação do meio ambiente (caso a água não tenha sido tratada corretamente); práticas inadequadas (carência de informação dos usuários); riscos à saúde pública e dificuldade de autorização dos órgãos ambientais.

Em função dessas características, o reuso vem sendo difundido de forma crescente no Brasil, impulsionado pelos reflexos financeiros associados aos instrumentos trazidos pela Lei 9.433 de 1997, que visa à implantação da Política Nacional de Recursos Hídricos: outorga e a cobrança pelo uso dos recursos hídricos (RODRIGUES, 2005).

A reutilização, reúso de água ou o uso de águas residuárias não é um conceito novo e tem sido praticado em todo o mundo há muitos anos. Existem relatos de sua prática na Grécia Antiga, com a disposição de esgotos e sua utilização na irrigação. No entanto, a demanda crescente por água tem feito do reuso planejado da água um tema atual e de grande importância (CETESB, 2010).

O reuso de água deve ser considerado como parte de uma atividade mais abrangente que é o uso racional ou eficiente da água, o qual compreende também o controle de perdas e desperdícios, e a minimização da produção de efluentes e do consumo de água.

Os esgotos tratados têm um papel fundamental no planejamento e na gestão sustentável dos recursos hídricos como um substituto para o uso de águas destinadas a fins agrícolas, florestais, industriais, urbanos e ambientais.

Ao liberar as fontes de água de boa qualidade para abastecimento público e outros usos prioritários, o uso de esgotos contribui para a conservação dos recursose acrescenta uma dimensão econômica ao planejamento dos recursos hídricos. O reuso reduz a demanda sobre os mananciais de água devido à substituição da água potável por uma água de qualidade inferior. Essa prática, atualmente muito discutida, posta em evidência e já utilizada em alguns países é baseada no conceito de substituição de mananciais. Tal substituição é possível em função da qualidade requerida para um uso específico (CETESB, 2010).

Pode-se poupar grandes volumes de água potável através do reuso com a utilização de água de qualidade inferior (geralmente efluentes pós-tratados) para atendimento das finalidades que podem prescindir desse recurso dentro dos padrões de potabilidade.

Os objetivos desta pesquisa foram: Identificar medidas para redução do consumo de água; caracterizar a importância da reutilização da água; indicar diretrizes para promoção do reuso; relacionar a integração com as políticas de gerenciamento de recursos hídricos e de saneamento ambiental; identificar condições de proteção à saúde e ao meio ambiente.

Autores: Ananda Helena Nunes Cunha, Thiago Henrique de Oliveira, Rafael Batista Ferreira, André Luiz Mendes Milhardes e Sandra Máscimo da Costa e Silva.

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