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Remoção de amônia por adsorção com argila bentonita

Resumo

A amônia, contaminante presente em lixiviados de aterros sanitários, causa aumento da toxicidade de efluentes líquidos e consequente contaminação do solo quando da deposição destes. Desta forma, a remoção da mesma se torna de interesse quando em vista o apelo ambiental. Para tanto, se propôs um estudo que utilizou a adsorção com argila bentonita para remoção de amônia de efluente sintético com quantidade similar à presente em lixiviados de aterro sanitário. Assim, caracterizou-se a argila bentonita por Microscopia Eletrônica de varredura, Fisissorção de Nitrogênio, Difração de raios-X, Fluorescência de raios-X e basicidade. O tratamento da solução sintética seguiu um Planejamento Experimental em dois níveis mais ponto central, avaliando-se as variáveis massa de adsorvente, velocidade de agitação e pH e a resposta quantidade de amônia adsorvida. Os resultados mostraram que a variável massa de adsorvente é significativa no processo adsortivo, sendo a massa de adsorvente e a quantidade de amônia adsorvida inversamente proporcionais. O ponto de máxima remoção atingiu uma quantidade de amônia adsorvida de 18,10 mg g-1ads, correspondente a uma redução de 73,27 % deste contaminante.

Introdução

Entre as diversas formas de tratamento de lixiviados de aterro sanitário, a adsorção se caracteriza como uma operação unitária de contato entre sólido e fluido, ocorrendo a transferência de massa da fase fluida para a fase sólida (CAVALLARI, 2012).

Argilas podem ser consideradas promissoras matérias primas para aplicação na remoção de amônia de lixiviados, devido à sua versatilidade e baixo custo. São materiais naturais resultantes da mistura de diversos minerais, argilosos ou não, além de matéria orgânica e outras impurezas. A estrutura, mineralogia e química da superfície das argilas são as responsáveis pelo seu importante papel na área ambiental, e sua utilidade em aplicações ambientais e industriais. A maioria dos argilominerais é composto principalmente por camadas contendo folhas de sílica e alumina, que pertencem à classe dos silicatos de camada ou grupo dos filossilicatos (GARDOLINSKI et al., 2003).

Dentre as mais utilizadas em questões ambientais, a argila bentonita é composta principalmente por montmorilonita, sendo que ambas pertencem ao grupo dos filossilicatos 2:1, cujas placas são caracterizadas por estruturas constituídas por duas folhas tetraédricas de sílica com uma folha central octaédrica de alumina unidas por átomos de oxigênio comuns a ambas as folhas (PAIVA et al., 2008). A bentonita é matéria prima abundante, de baixo custo e viável para processos industriais como tratamento de efluentes por adsorção.

Autores: Juliana Dotto; Aline de Pauli; Fernando Rodolfo Espinoza Quiñones; Helton José Alves e Ítalo Gustavo Vargas Novais.

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