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Os recursos hídricos subterrâneos e as novas exigências ambientais

Os recursos hídricos subterrâneos e as novas exigências ambientais

A gestão das águas subterrâneas se faz pela administração do recurso em aspectos de qualidade e quantidade.

O primeiro associado à proteção dos aqüíferos contra a contaminação antrópica e o outro, à proteção contra a exploração excessiva, que exaure o recurso. Este trabalho apresenta as bases técnicas para compor um programa integrado de proteção dos recursos hídricos subterrâneos, definindo estratégias e prioridades de ação por parte de órgãos estatais e privados. É discutida, também, a relação da hidrogeologia com outras áreas das ciências da Terra, no planejamento físico-territorial. A avaliação e administração do recurso hídrico subterrâneo deve se iniciar pelo reconhecimento dos aqüíferos, através de cadastros de poços já perfurados. Estas informações, associadas aos mapas geológicos e aos dados da hidrologia superficial, permitirão construir mapas hidrogeológicos e avaliar os recursos e seus usuários. Nas áreas de maior demanda e/ou densidade de obras de captação será necessária uma atenção maior dos órgãos gestores do recurso. Em tais locais a perfuração e exploração de poços deverão ser precedidas por estudos e autorizações de uso, volume e tempo de bombeamento permitidos.

Recursos hídricos subterrâneos

Ao contrário, em áreas onde a possibilidade de conflitos é menor, muitas vezes somente será necessária a notificação da perfuração da obra. Um programa de proteção da qualidade deverá contemplar, de forma integrada, duas linhas de ação: uma voltada à obra de captação, como estabelecimento de perímetros de proteção de poços, e outra voltada ao aqüífero, definindo áreas de maior e menor susceptibilidade de contaminação por eventos antrópicos, através de cartografias de vulnerabilidade. Para a implementação de ações corretivas e de programas de monitoração regulares dos aqüíferos, é necessária a identificação deáreas de maior risco de contaminação. Estas poderão ser estabelecidas a partir do cruzamento da cartografia de vulnerabilidade com a carga contaminante potencial. Os maiores riscos permitirão definir prioridades de ação dos órgãos competentes.

Fonte: Repositório USP


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