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Parâmetros de potabilidade da água para consumo humano: uma revisão integrativa

Resumo

Parâmetros de potabilidade – Os recursos hídricos desempenham um papel importante na manutenção da vida humana, e, portanto, a relação entre a saúde humana e a qualidade da água distribuída para a sociedade têm sido cada vez mais discutida. Para ser considerada adequada para saúde da população humana, a água deve se encontrar em conformidade com parâmetros microbiológicos e físico-químicos indicados pelo Ministério da Saúde. Frente a isso, este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão integrativa destacando os parâmetros de potabilidade da água para consumo humano, indicando suas fundamentações e importância. As pesquisas foram realizadas nas bases de dados do Google Scholar e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Após avaliação criteriosa dos artigos, o total de 28 foram selecionados para o desenvolvimento deste trabalho. Os resultados indicaram que os parâmetros mais utilizados para avaliar a potabilidade da água foram os físicos, seguidos dos químicos e microbiológicos, e que estes implicaram diretamente no diagnóstico da qualidade da água. Deste modo, através deste estudo pode-se concluir que é imprescindível que haja parâmetros de pureza da água, assim como a realização de análises físicas, químicas e microbiológicas para avaliar e garantir a qualidade da água, além de impedir que doenças sejam transmitidas por veiculação hídrica.

Introdução

Os recursos hídricos desempenham um papel importante na manutenção da vida humana, dos ecossistemas e no desenvolvimento das populações (Oliveira, 2017). Isso se justifica no fato de serem amplamente utilizados para consumo da população, produção de alimentos, geração de energia, dentre tantas utilidades, possuindo, portanto, relevância na saúde, na qualidade de vida e no desenvolvimento das nações (De Assis, 2017).

Desde as civilizações antigas há uma preocupação em distribuir a água de maneira eficiente e segura para evitar a propagação de doenças associadas à via hídrica (Machado et al., 2021). Apesar disso, apenas a partir de 1980, começou-se a perceber e discutir a relação entre os malefícios à saúde humana e o sistema de abastecimento de água (Castro et al., 2020).

Partindo desta premissa, a ideia da criação de regulamentos surgiu para assegurar que todos os meios de abastecimento de água fossem executados com êxito, garantindo a segurança sanitária e, portanto, evitando a proliferação das doenças de veiculação hídrica (Castro et al., 2020).

As doenças de veiculação hídrica podem ser classificadas como doenças de origem hídrica ou doenças de transmissão hídrica (Bezerra et al., 2017). As primeiras são geradas por substâncias orgânicas ou inorgânicas presentes na água em concentrações superiores aos padrões para consumo humano. Já a segunda, as doenças de transmissão hídrica, a água atua como condutor do agente infeccioso como, por exemplo, microrganismos patogênicos (Bezerra et al., 2017).

Doenças de transmissão hídrica são desencadeadas por patógenos que se desenvolvem e são transmitidos através da água contaminada, seja através da ingestão ou quando em contato com a pele e mucosas do corpo humano (Copasa, 2020). Com elas, podem surgir diferentes tipos de sintomas característicos, estando entre os mais comuns a diarréia, dor de barriga, perda de apetite, fraqueza e febre (Lopes, 2020). As principais doenças de veiculação hídrica correspondem à amebíase, giardíase, gastroenterite, febres tifoide e paratifoide, hepatite infecciosa e cólera (Souza, 2019). Além disso, indiretamente, a água também está ligada à transmissão de verminoses, como esquistossomose, ascaridíase, teníase, oxiuríase e ancilostomíase (Silva, 2018). Vetores, como o mosquito Aedes aegypti, que se relacionam com a água, podem ocasionar doenças como a dengue e a febre amarela (Copasa, 2020).

Por se tratar de um recurso de fundamental importância à vida, torna-se indispensável controlar e exigir a qualidade da água, por meio de regulamentos técnicos específicos e legislações que garantam saúde e bem-estar à população humana e animal (Birkheuer et al., 2017). A Portaria de Consolidação n° 5, de 28 de setembro de 2017, determina que deve-se realizar o controle e a vigilância da qualidade d água destinada ao consumo humano. Ainda de acordo com essa Portaria, para a garantia da potabilidade, a água deve estar em conformidade com o padrão microbiológico e de substâncias químicas que representam riscos à saúde (Brasil, 2017).

A potabilidade da água é avaliada por intermédio de análises laboratoriais. Tais análises correspondem a ensaios físico-químicos (cor, turbidez, condutividade elétrica, temperatura, pH, alcalinidade, dureza total, etc.) e métodos microbiológicos (coliformes totais e termotolerantes, e bactérias mesófilas aeróbias) conforme às Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) 430/2011 (Brasil, 2011) 396/2008 (Brasil, 2008) e a 357/2005 (Brasil, 2005), e também conforme a Portaria GM/MS no 888, de 4 de maio de 2021, do Ministério da Saúde (MS) (Brasil, 2021). Em vista do que fora apresentado acima, o objetivo desse trabalho foi realizar uma revisão integrativa a respeito dos parâmetros de potabilidade da água para consumo humano.

Autores: Manoel das Virgens Souza Xavier, Helenita Costa Quadros e Monique Santos Sarly da Silva

 

Parâmetros de potabilidade


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