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Descobriu-se que o plâncton converte microplásticos em perigosas nanopartículas de plástico em toda a água do mundo

Descobriu-se que o plâncton converte microplásticos em perigosas nanopartículas de plástico em toda a água do mundo

Plâncton: o inesperado produtor de nanoplásticos ameaçadores nos oceanos e água doce, aponta nova pesquisa

Pode haver mais nanoplásticos do que pensamos: uma nova investigação confirma que o plâncton consome microplásticos e expulsa-os como partículas mais pequenas que se estão a acumular perigosamente nos oceanos e na água doce.

O plâncton, criaturas microscópicas que flutuam na água, é essencial para os ecossistemas aquáticos, especialmente na cadeia alimentar. No entanto, podem estar a desempenhar um papel mais importante do que se pensava: uma nova investigação afirma que estão diretamente ligados à criação de nanoplásticos perigosos que podem ser espalhados pelas águas do mundo.

O pesadelo se agrava: dos microplásticos aos nanoplásticos

Desde meados do século XX, a utilização de plástico tem aumentando sem controle, o que constitui um grave problema, tendo em conta que a sua decomposição demora centenas de anos. Estima-se que mais de 200 quilos de plástico sejam despejados nos mares e oceanos a cada segundo. No total, isso corresponde a 12,7 milhões de toneladas de plástico novo nas águas do nosso planeta num ano.

Quando deixamos de utilizar, apenas uma pequena parte deste material é reciclada. Dos resíduos que acabam no mar, 70% vão para o fundo marinho e só vemos os restantes 15%, que ficam a flutuar. Quebram-se em microplásticos (de tamanho inferior a 5 mm) e nanoplásticos (ainda mais pequenos, ficam abaixo de 1 µm).

Os resultados da nova pesquisa são preocupantes, uma vez que afirmam que os nanoplásticos criados pelo plâncton devem ser adicionados a esse processo de fragmentação natural. Os pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amherst descobriram que os rotíferos, um tipo de zooplâncton, são capazes de converter microplásticos em nanoplásticos. Alimentam-se de microplásticos, decompõem-nos e excretam milhares de nanoplásticos no ambiente.

O problema não acaba aqui, porque, ao contrário de outros zooplâncton, os rotíferos vivem em áreas povoadas por humanos. Podem ser encontrados em todas as zonas temperadas e tropicais do mundo, o que torna mais fácil que estas minúsculas partículas de plástico nos afetem.

Inimigos do clima e da saúde

O aumento destes plásticos é motivo de grande preocupação, uma vez que podem penetrar nas membranas biológicas e afetar o funcionamento celular. Alguns estudos já encontraram microplásticos no sangue humano e no tecido cardíaco.

Além disso, este tipo de material foi encontrado em todos os ambientes da Terra, desde as zonas mais altas, como as águas no topo do Evereste, até à zona mais profunda conhecida dos oceanos da Terra, a Fossa das Marianas.

Os nanoplásticos podem ser altamente tóxicos para a vida, mas o facto de os rotíferos estarem disseminados no planeta também compromete o bem-estar do ambiente.

O ambiente também é prejudicado durante e após a fragmentação, pois é nesta altura que os produtos químicos nocivos libertados no processo aumentam.

Graças a esta descoberta, será possível avaliar o movimento global dos nanoplásticos, mas devemos lembrar-nos de que, se não quisermos ter problemas com o plástico, cabe-nos a nós reduzir o seu consumo.

Fonte: Meteored


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