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Avaliação das interferências dos efluentes da região de Juiz de Fora (MG) na qualidade da água de três PCHS em cascata do Rio Paraibuna

Resumo

O Brasil apresenta elevada disponibilidade hídrica, sendo sua principal matriz energética o setor hidrelétrico. Diante dos inúmeros empreendimentos de geração de energia no Brasil, é importante que o monitoramento ambiental considere esses ambientes modificados pelo homem, que são os reservatórios artificiais. Nos grandes rios brasileiros é comum a construção de uma série de reservatórios, que são denominados reservatórios em “cascata”. Embora a interrupção do trajeto de um curso de água, com implicações na estrutura e no funcionamento das comunidades nos reservatórios, os reservatórios ao longo de uma sequência longitudinal apresentam interconectividade significativa entre si. O presente estudo teve como objetivo geral analisar a qualidade da água dos reservatórios das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) Marmelos, Joasal e Paciência, construídos em cascata. Os resultados de qualidade da água das Pequenas Centrais Hidrelétricas Marmelos, Joasal e Paciência indicaram que as águas do rio Paraibuna são impactadas por atividades antrópicas realizadas na região, principalmente, pelo lançamento de efluentes industriais e sanitários advindos de Juiz de Fora e Matias Barbosa. Além disso, os efeitos dos reservatórios em cascata foram observados em pequena escala

Introdução

Segundo Tundisi (1986), a qualidade da água é uma integral espacial e temporal que depende das propriedades físicas, químicas e biológicas de um corpo hídrico. A qualidade da água em reservatórios depende ainda de inúmeros outros fatores, relacionados com as características morfométricas do sistema, os mecanismos de circulação, estratificação e desestratificação térmica e química, além das relações da profundidade e interrelações do sedimento/água (Tundisi, 1986).

Nos grandes rios brasileiros é comum a construção de uma série de reservatórios (RODGHER et al., 2005), conhecidos como reservatórios em cascata. De acordo com Barbosa et al. (1999), a construção de reservatórios em “cascata” em ordem sucessiva em um mesmo rio motivou a formação de um novo conceito ecológico, o “Conceito do contínuo em cascata de reservatórios”.

Straskraba (1990) faz considerações teóricas sobre os efeitos dos reservatórios em cascata, como por exemplo: o aumento da temperatura da superfície e do fundo à medida que desce a cascata, diminuição de turbidez, carga orgânica e cor, entre outros efeitos. Contudo, características como hidrológicas, geológicas e atividades antrópicas em geral, além de área, volume, profundidade e tempo de detenção do reservatório podem interferir no processo longitudinal do sistema e na sua capacidade depuradora, não apresentando de forma plena, os efeitos de reservatórios em cascata. O presente estudo tem como objetivo geral analisar a qualidade da água dos reservatórios das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) Marmelos, Joasal e Paciência, construídos em cascata.

Autores: Ana Júlia Duarte de Andrade; Déborah Tavares Viana e Ludmila Alves de Brito.

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