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Implementação e gerenciamento de indicadores de desempenho para avaliação de estações de tratamento de água

Resumo

Este Trabalho trata-se de um estudo relativo à incorporação de indicadores de desempenho na avaliação operacional das estações de tratamento de água sob responsabilidade da Companhia Pernambucana de Saneamento, COMPESA-PE. Estes indicadores fazem parte do programa de certificação interna, desenvolvido pela Coordenação de Tratamento, e vem sendo usado como ferramenta de gestão nas estações de tratamento de água e de controle da qualidade. A implementação de um sistema tão robusto vem sendo realizado de forma gradual, visto que sob a concessão da concessionaria de água existem 225 ETAs. Este sistema de avaliação está fundamentado em um ciclo PDCA, possibilitando o planejamento de melhorias de forma mais eficaz. Já foram incorporadas ao sistema 10 estações de tratamento. São elas: Tapacurá, Tamanaré Nova, Suape, Pirapama, Murupé, Matapagipe, Gurjaú, Botafogo, Alto do Céu e Sirinhaém, responsáveis pelo abastecimento das populações das cidades da Região Metropolitana do Recife, Sirinhaém, Tamandaré e Vicência, com uma vazão média total de produção de 11,3 m³/s. Vale ressaltar que a implementação do sistema de avaliação e cálculo dos indicadores é um processo contínuo, e que as avaliações devem ser feitas de modo recorrente.

Introdução

É indiscutível a importância da água para manutenção e sobrevivência dos seres humanos. O aumento populacional das últimas décadas e o desenvolvimento das cidades aumentaram a demanda por recursos naturais, sendo a água um dos principais requisitados. Comumente, os recursos hídricos dispõem de água em condições não apropriadas para uso, devido à degradação e poluição dos mananciais. Sendo assim, faz-se necessário a adoção de procedimentos a fim de torná-la potável (DIAS et al., 2016)

Em paralelo ao crescimento do consumo desse recurso natural, os avanços tecnológicos, advento de novas técnicas de tratamento e as exigências dos órgãos regulamentadores vem tornando mais rigoroso o controle de qualidade da água (BRASIL, M.S., 2006).,

É sob essa perspectiva que as estações de tratamento de água (ETAs) ganham sua importância. Nestas unidades industriais, a água bruta coletada em mananciais é submetida a processos físico-químicos, no intuito de purificá-la e obter água tratada que atenda à legislação e em quantidade suficiente para suprir a demanda populacional (VIEIRA, 2009) É importante enfatizar que a operação de uma estação de tratamento não pode estar desassociada do desenvolvimento sustentável. Além de garantir a potabilidade da água, é necessário assegurar a integridade dos mananciais, tanto no sentido de evitar a sua superexploração, como o de reduzir a degradação gerada pela disposição inadequada dos efluentes e resíduos sólidos gerados, como apontado pela Resolução CONAMA Nº 430/2011.

Existe uma íntima relação de dependência entre qualidade da água tratada e o processo de tratamento da mesma. Além da vigilância aos padrões de qualidade, é importante avaliar o modo como o tratamento da água é desempenhado. Assim, definir projetos e adotar técnicas de melhoria contínua baseadas no desenvolvimento sustentável, que envolvam a adoção de boas práticas em todas as etapas do processo de produção, torna-se tão importante quanto monitorar os parâmetros regidos por lei. No mais, as tomadas de decisão em relação à operação de uma ETA e a reabilitação de suas instalações devem ser embasadas em um sistema de avaliação de desempenho (ALMEIDA et al., 2017).

No presente trabalho, será mostrado um estudo relativo à implementação de indicadores de desempenho através da introdução do Sistema de Avaliação de Boas Práticas Operacionais, programa de certificação interna desenvolvido como ferramenta de gestão de estações de tratamento de água e de controle de qualidade.

Autores: Alan Carlos Brito de Oliveira; Edmilson M. de Vasconcelos Junior; Antonio José de Oliveira Fontes; Francisco Vital da Silva Neto e Pérlia Zairine de Castro Heráclio Lira.

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