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Modelagem hidráulica computacional como ferramenta de gestão para sistemas de abastecimento de água

Resumo

A baixa disponibilidade hídrica, o alto índice total de perdas e a precariedade nos sistemas de abastecimento de água (SAA), principalmente do Nordeste, são grandes agravantes na qualidade da prestação do serviço de abastecimento de água. O presente trabalho objetiva diagnosticar o desempenho do SAA da zona urbana do município de Itapissuma/PE e propor ampliação e adequações para o mesmo com o horizonte de 2050. Para isto, foram modelados e simulados dois cenários diferentes, através do software Mike Urban. O Cenário A modela a situação real e atual do SAA, já o Cenário B, modela a ampliação do SAA no ano de 2050. A simulação do Cenário A mostra a grande influência da redução no índice de perdas para o bom desempenho do SAA. Já a simulação do Cenário B, mostra que além da ampliação, há necessidade de se adotar diversas medidas de combate e redução de perdas para atender satisfatoriamente as demandas futuras.

Introdução

A região do Nordeste brasileiro historicamente é a mais afetada pela falta de água, principalmente nos períodos de secas, como a que ocorre desde 2012. Segundo dados da Agência Nacional das Águas (ANA) (BRASIL, 2002), Pernambuco é o estado brasileiro que apresenta a menor disponibilidade hídrica per capita do país com valores inferiores a 1.000m³/hab./ano, o que caracteriza uma situação de escassez hídrica, segundo escala da UNESCO (2015).

Em adição a baixa disponibilidade hídrica, as perdas e os desperdícios de água são fatores que mais comprometem o setor de abastecimento. No âmbito nacional, a média do índice de perdas de água das companhias de saneamento foi de 36,70% para o ano de 2014, já em Pernambuco este valor chegou a 51,90% para este mesmo ano (BRASIL, 2016). Dentre os municípios pernambucanos, Itapissuma está em evidência por ter índice de perdas ainda mais elevado do que as médias nacional e estadual supracitadas, atingindo o percentual de 62,14% de perdas totais (INCIBRA, 2015). Esses valores são inadequados perante o valor recomendo de 25% de perdas totais (WEIMER, 2001 e BAGGIO, 2002 apud TSUTIYA, 2006).

A redução das perdas permite diminuir os custos operacionais de produção, reservação e distribuição através da redução de gastos energéticos, gastos com tratamento e outros, bem como permite o melhor aproveitamento do sistema existente para aumentar a oferta de água, sem a necessidade de explotar ainda mais os recursos hídricos. Portanto, o combate a estas perdas em um Sistema de Abastecimento de Água (SAA) é uma atividade muito importante quando se pretende melhorar a eficiência econômica e ambiental, trazendo benefícios tanto para a companhia quanto ao consumidor.

Como ferramenta para representar e analisar um SAA e o seu funcionamento, surgiram os modelos computacionais hidráulicos ainda na década de 90. Eles são aplicados a uma grande variedade de problemas incluindo dimensionamento de tubulações, bombas e reservatórios, avaliação da confiabilidade, otimização de consumo energético e treinamento de operadores (WASLKI, GESSLER, SJOSTROM, 1990).

Autores: Manoel Felipe Araujo Pereira; Lindolfo Neto de Oliveira Sales e Djalma Mariz Medeiros.

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