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Degradação do corante laranja cl-3r como um efluente têxtil por ultrassom e oxidação avançada

Resumo: A indústria têxtil produz quantidades grandes de efluentes que são geralmente encaminhados para corpos de água, estes efluentes devem ser submetidos a uma série de tratamentos, antes de serem dispostos, mas estes tratamentos na maioria das vezes são insuficientes para degradar ou eliminar os poluentes que causam cor nessas águas residuais. Estes poluentes são difíceis de tratar por processos biológicos e físicos. A degradação do corante laranja CL-3R reativo com ondas de ultrassom foi estudada como uma alternativa de tratamento de efluentes de indústrias de corantes têxteis. Uma solução com concentração de 8mg/l do corante como efluente têxtil foi utilizado ao longo do, em que as experimento, variáveis experimentais constantes foram temperatura de 50°C, um impulso de ultrassom de 9 ligado e um desligado, uma amplitude de 40% e uma potência que varia entre 150-200 watts. A primeira parte do procedimento experimental foi realizado para fazer uma curva de concentração usando diferentes concentrações do corante têxtil variando de 2 ppm, para 10 ppm. A equação da curva foi obtida a partir de absorção de luz da concentração variando de corante têxtil. A absorvência de luz de espectro foi obtida utilizando um espectrofotómetro a partir da qual as diferentes taxas de absorção, onde gravados e um gráfico de absorção com a concentração foi representada graficamente. A equação tinha um modelo linear e R² deu um valor de 0, 9995 com uma equação linear de y = 0,0506 + 33,502x a 489nm. Nesta etapa anterior, nenhum agente de oxidação foi utilizado na amostra de efluente corante têxtil. A maior eficiência foi encontrada com a concentração alta de 10mL/L de oxidante, enquanto foi possível obter degradação apenas pela aplicação de ultrassom de até 10% do corante em 30 minutos de pulso. Foi possível obter a quebra da conjugação no corante, a cor de um corante é visível devido à conjugação no anel do composto, uma vez que a conjugação for quebrada, o mesmo perde a cor. Na concentração máxima de oxidante utilizado no experimento, foi possível a degradação de 95% a 98% do corante, consequentemente, no final do processo, somente 2%-5% ou menos que não se degradou.

Introdução: A água é essencial para a vida. A quantidade de água doce na terra é limitada, e sua qualidade está sob ameaça constante. Preservar a qualidade da água potável é importante para o abastecimento de água potável, produção de alimentos e de demais usos da água. A qualidade da água pode ser comprometida pela presença de agentes infecciosos, produtos químicos tóxicos, e os riscos radiológicos (WHO,2015) A indústria têxtil tem elevado potencial poluidor porque é uma das industrias que mais libera compostos químicos complexos e perigosos no meio ambiente (RITA KANT,2012). Entre os problemas ou dificuldades das ETES das indústrias têxteis, a remoção da cor é das mais difíceis de solucionar, o problema enfrentado pelas estações de tratamento de efluente da indústria têxtil é a remoção da cor destes compostos, principalmente porque os corantes e pigmentos foram concebidos para resistir a biodegradação, de tal forma que eles permanecem no ambiente durante um longo período de tempo. Por exemplo, a meia – vida do corante hidrolisado Azul Reativo 19 é de cerca de 50 anos a pH 7 e 25 ° C (CHEQUER et al,2015) Foi estimado que mais de 10 000 diferentes tipos de corantes são utilizados pela indústria têxtil no mundo inteiro e mais de 80 000 toneladas de corante é produzido anualmente e os maiores consumidores deste produto são as indústrias de têxtil (Y. ANJANEYULU et al,2005 apud RAJGOPALAN,1995). Estudos realizados mostram que mesmo baixas concentrações de até 1 mg/L de corante no efluente têxtil pode gerar poluição perceptíveis e significante nos corpos de agua e afetar a qualidade estética e a transparência da água, levando a danos irreparáveis ao ambiente aquático. Os efluentes têxteis podem conter uma concentração de 5mg/L até 1500mg/L ou mais em casos onde nenhum tratamento é realizado (ANN GOTTLIEB,2001). Estes efluentes são tóxicos e mutagênicos, e também diminuem a penetração da luz e atividade fotossintética, causando a deficiência de oxigênio e limitando usos benéficos de corpos de água receptores destes efluentes tais como rios e lagos, podendo tornar a até inútil para atividades de banho, irrigação e criação de animais (FORGACS E,2004, VAIDYA AA,1982 apud CHEQUER et al,2013). No que diz respeito ao número e produção de volumes, corantes azo são o maior grupo de corantes, constituindo 60-70% de todos os pigmentos orgânicos produzidos no mundo (CARLIELL. CM et al,1998). Em função da grande problemática desses corantes, técnicas de tratamento eficiente devem ser estudadas e desenvolvidas. Devido eles serem recalcitrantes e nem sempre responderem bem a tratamentos biológicos, Processos Oxidativos Avançados tem sido pesquisados para degradação desses corantes. Neste trabalho estudou-se a degradação de um corante têxtil por ultrassom e oxidação com peróxido de oxigênio. O corante utilizado foi o Dremaren claren laranja CL-3R que tem uma estrutura azo.

Autor: HABILA YUSUF THOMAS.

Leia o estudo completo: degradacao-do-corante-laranja-cl-3r-como-um-efluente-textil-por-ultrassom-e-oxidacao-avancada