BIBLIOTECA

Biopolímeros derivados da celulose para a aplicação na adsorção/dessorção do fármaco amitriptilina em meio aquoso

Resumo: Este trabalho foi realizado com o biopolímero natural celulose, o qual foi modificado quimicamente para a aplicação na adsorção/dessorção do fármaco amitriptilina (AMI) em meio aquoso. A celulose pura e seus derivados foram caracterizados por IV, DRX, TG/DTG/DSC, MEV, EDS e RMN31P. A celulose foi modificada pelos seguintes procedimentos sintéticos: (I) modificação com trimetafosfato de sódio, biopolímero PC (6,82% de fósforo incorporado); (II) modificação com ácido fosfórico e tripolifosfato de sódio na presença de ureia, biopolímero CP (7,30% de fósforo incorporado); (III) modificação com (3-aminopropil)trimetoxisilano, biopolímero CSiN (8,16% de silício e 0,48% de nitrogênio incorporados) e (IV) modificação com etilenodiamina na ausência de solvente, biopolímero CN (1,10% de nitrogênio incorporado). O biopolímero puro e seus derivados foram aplicados em estudos de adsorção (variando tempo, pH, temperatura, concentração e força iônica) e dessorção (variando pH e tempo) do fármaco AMI de meio aquoso. Por fim, os dados experimentais foram ajustados a diferentes modelos físico-químicos de cinética, de isotermas e termodinâmicos. Os resultados destes experimentos mostraram que os biopolímeros modificados apresentam uma capacidade de adsorção da AMI superior ao biopolímero puro, na qual a temperatura de 298 K o biopolímero puro apresentou uma capacidade máxima de adsorção de qe= 20,23 ± 0,80 mg g-1 em pH 5, o biopolímero PC em pH 7 de qe= 41,02 ± 0,68 mg g-1 , o biopolímero CP em pH 7 de qe = 40,52 ± 0,72 mg g-1, o biopolímero CSiN em pH 7 de qe = 57,56 ± 1,31 mg g-1 e do biopolímero CN em pH 7 de 62,06 ± 2,10 mg g-1. Diante disso, os biopolímeros modificados se mostraram promissores para a sua utilização como suportes para a adsorção/dessorção de fármacos com estrutura química semelhante a AMI.

Introdução: A celulose (Figura 1) é o polissacarídeo natural mais abundante da terra, sendo o principal componente estrutural das paredes celulares das plantas e algas. A celulose é formada a partir das unidades repetidas de D-glicose, as quais são ligadas por meio de ligações glicosídicas β(1→4). Este polissacarídeo natural tornou-se um dos biopolímeros mais utilizados devido às suas propriedades físicas, estruturais e sua biocompatibilidade. Estas propriedades surgem das interações múltiplas de hidrogênio, que resultam em um polímero semicristalino, contendo regiões cristalinas altamente estruturadas, e, também, em materiais com alta resistência a tração [1].

capturar33

A celulose é obtida principalmente a partir de quatro recursos: florestais, culturas agrícolas, industriais e de resíduos animais. A biomassa que é obtida a partir de todas as fontes contém três componentes principais: celulose, hemicelulose e lignina, com as porcentagens dos componentes dependendo fortemente da fonte de obtenção. Assim, a biomassa tem que ser extraída e processada a fim de separar os diferentes componentes e isolar a celulose [1]. A celulose possui uma grande quantidade de grupos hidroxilas, que podem se ligar a diversos grupos funcionais por meio de uma variedade de modificações químicas [2]. Estas modificações químicas provocam a formação de ligações covalentes através da interação entre o agente modificador e os centros ativos da superfície sólida, onde a inserção de moléculas orgânicas, na superfície do suporte sólido, confere propriedades vantajosas e adicionais que diferem do suporte original [3].

Os derivados da celulose, modificados por diversas reações químicas, apresentam outras formas de aplicações em diferentes campos. Entre estas possibilidades, pode-se destacar a utilização dos derivados celulósicos na remoção de contaminantes de meio aquoso, como por exemplo, a celulose bacteriana modificada com dietilenotriamina a qual foi aplicada na adsorção de Cu (II) e Pb (II) [4]. A modificação da celulose com aminoetanotiol foi mais eficiente na adsorção do corante vermelho reativo RB [3] do que a celulose pura [5]. A celulose fosfatada apresentou uma maior capacidade de adsorção do fármaco ranitidina [6] do que a celulose pura [7]. Tanto a celulose bacteriana fosfatada quanto a celulose bacteriana contendo sal quaternário de amônio se mostraram eficientes na adsorção de proteínas [4]. Sendo assim, o presente trabalho tem por objetivo realizar uma revisão da literatura sobre as principais reações químicas na superfície dos materiais celulósicos e suas aplicações na remoção de contaminantes de meio aquoso.

Autor: Roosevelt Delano de Sousa Bezerra.

Leia o estudo completo: biopolimeros-derivados-da-celulose-para-a-aplicacao-na-adsorcao-dessorcao-do-farmaco-amitriptilina-em-meio-aquoso

ÚLTIMOS ARTIGOS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS