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Avaliação do start up de wetland construído vertical descendente com fundo saturado empregado no tratamento de esgoto sanitário

Perante o quadro atual de esgotamento sanitário no Brasil, constata-se a necessidade de implantação de unidades de tratamento de esgoto voltadas para pequenas coletividades. Dentro deste contexto, esta pesquisa objetivou avaliar o desempenho de uma unidade wetland construído vertical descendente com fundo saturado (WCVD-FS) no tratamento de esgoto sanitário, durante seu início de operação (fase de start up), a fim de aplicá-los como alternativa tecnológica para o tratamento secundário e terciário de esgotos, empregados sob o contexto da descentralização. As unidades pilotos da estação, localizadas na UFSC, foram dimensionadas para tratar uma vazão de esgoto equivalente a 5 habitantes, o fluxo de alimentação do wetland é intermitente, com 4 (quatro) pulsos diários, operando com uma vazão média de 590,1 L/d, e taxa hidráulica de 80,8 mm/d. Para o material filtrante, utilizou-se areia grossa com d10 = 0,29 mm e d60 = 1,16 mm (U = 4). Ao longo de 19 semanas de monitoramento hidráulico e físicoquímico, obteve-se valores médios de carregamento de 22 g DBO/m².d, 47,1 g DQO/m².d, 3,9 g SST/m².d e 5,4 g N-NH4 + /m².d. Diante das condições operacionais mencionadas, o arranjo tecnológico atingiu ao longo das 19 primeiras semanas de operação, eficiências médias globais de 87% de DQO, 91% de DBO, 86% de P-PO4 3- , 96% de SST e 48% de N-NH4 + . Sobre as macrófitas, estas tiveram desenvolvimento irregular em virtude da alimentação diferenciada na superfície do wetland, em função da disposição da tubulação de distribuição e 7 macrófitas tiveram que ser repostas no período. Observou-se que a ETE requer a atuação de um operador semanalmente, para aferir equipamentos, verificar o nível dos reservatórios, realizar limpeza manual em caso de obstrução da tubulação de alimentação e retirar macrófitas invasoras. Vale destacar que os equipamentos eletrônicos permitem a flexibilização na operação da ETE, para variação de taxas de aplicação hidráulica afluentes.

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