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Análise da qualidade e potabilidade da água de três barragens do semiárido pernambucano

Introdução

A realidade hídrica, principalmente nos aspectos atinentes à oferta e uso das águas, é tema que, historicamente, tem marcado o debate sobre o Semiárido. O Semiárido brasileiro é um dos maiores e mais populosos ecossistemas do mundo. Estende-se por 868 mil quilômetros, abrangendo o norte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, os sertões da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e uma parte do sudeste do Maranhão (GALVÍNCIO et al., 05).

O Sertão de Pernambuco ocupa 68.800 km2, correspondendo a aproximadamente 70% do Estado (Anuário Estatístico de Pernambuco, 1982). Caracteriza-se pela baixa pluviosidade com chuvas mal distribuídas durante 4 a 5 meses, no período de janeiro a maio, alta taxa de evapotranspiração potencial, em torno de 2.000 mm e temperaturas elevadas durante todo o ano, entre 24 a 25°C (NUNES FILHO et al., 1991).

Conhecer a qualidade das águas de um dado corpo hídrico para adequá-las aos seus mais variados usos, seja estes consuntivos ou não consuntivos, é uma tarefa importante. No semiárido brasileiro esta proposta é ainda mais imprescindível, uma vez que a disponibilidade hídrica, em termos quantitativos, é limitada pelo processo natural no qual as taxas de evaporação das águas superam a taxa de precipitação. Tal condicionante torna relevante a atuação de pesquisadores e gestores públicos na promoção da qualidade das águas (SILVA et al., 2012).

As caracterizações físico-químicas da água têm como objetivo identificar e quantificar os elementos e espécies iônicas presentes nesses compostos e associar os efeitos de suas propriedades às questões ambientais, permitindo a compreensão dos processos naturais ou alterações no meio ambiente. O conhecimento das propriedades físicas e químicas de átomos e moléculas, e de suas interações, permite responder a questões como, quais e em que níveis eles podem ser adversos aos ecossistemas e à saúde humana (PARRON et al., 2011).

As águas superficiais, subterrâneas e potáveis, no Brasil, são estudadas a partir de legislações. O Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA – dispõe de resoluções que estabelecem o enquadramento das águas brutas, tanto para as águas superficiais, quanto para as águas subterrâneas. A Resolução CONAMA Nº357/05 dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências (LORDELO et al., 2016). Com base nos dados apresentados, o presente trabalho teve como objetivo analisar a qualidade e a potabilidade das águas encontradas nas barragens dos municípios de Triunfo, Itaparica e de Solidão através da avaliação das variáveis físico-químicas presentes nesses corpos d’água localizados no sertão Pernambucano.

Autores: Nathália Bandeira Carvalho dos Santos; Rayza Helen Graciano dos Santos; Maíra Honorato de Moura Silva e Antônio Fernando Morais Oliveira.

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