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Análise da viabilidade técnico-econômica na implantação de aeradores superficiais para ampliação da capacidade de tratamento em lagoas facultativas

Resumo

Este trabalho resultou na avaliação da viabilidade técnico-econômica da ampliação da capacidade de tratamento em ETE (Estação de tratamento de esgotos) constituída de lagoas anaeróbias e facultativas através da implantação de aeração superficial, bem como a averiguação com base em literatura das vantagens com relação ao aumento da eficiência e controle de odor nestes sistemas. Verificou-se aumento da capacidade do sistema de 34,7 l/s para 46,7 l/s, ou seja, cerca de 35% com a implantação de 68 aeradores superficiais de baixa rotação, com potência de 1 cv cada. Para alcance desta ampliação foi estimado um investimento inicial na ordem de R$ 370.000,00 para que a utilização desta tecnologia suprisse o aumento da capacidade de tratamento do sistema. Busca-se dessa forma contribuir na análise de viabilidade técnico-econômica para o uso desta alternativa em sistemas existentes que não atendam aos parâmetros da legislação, atentando ao propósito de encontrar medidas que garantam resultados rápidos frente a uma demanda adicional não contemplada nos projetos, de modo que assegure o cumprimento às Legislações ambientais para eficiência e lançamento em corpos receptores.

Introdução

No Brasil, a difusão dos sistemas de tratamento de esgotos constituídos de lagoas de estabilização, aconteceu na década de 70, do século XX, tendo se firmado como processo de tratamento de esgoto, devido à simplicidade e eficiência do processo, ao baixo custo de construção e operação e às condições climáticas favoráveis (ANDRADE NETO, 1997).

Na Figura 1, a partir de dados obtidos junto ao IBGE, mostra que as lagoas facultativas lideram o ranking dos tipos de sistemas de tratamento de esgotos mais utilizados no Brasil, com 23% de todas as unidades existentes.

artigo

Os aeradores mecânicos superficiais têm seu uso difundido há muito tempo pelo mundo, porém a partir da década de 60 passou a existir mais pesquisas sobre estes equipamentos. As características de maior relevância para o usuário é a Eficiência de Aeração, que indica a capacidade de transferência do oxigênio pelo aerador, por unidade de tempo e potência líquida. A partir desse parâmetro é verificada a necessidade de oxigênio do sistema e sua operação econômica (KAMYAMA, 1987).

Pohlmann et al. (2009) fizeram estudos em escala real comprovando a melhoria da qualidade do efluente final fazendo uso de aeradores tipo Cachoeira em lagoas facultativas sobrecarregadas com o uso de equipamentos de ação superficial. Neste estudo, foi comparado a eficiência de uma lagoa facultativa sem aeração mecânica e com aeração mecânica durante um período de 30 dias de operação e observaram que os resultados obtidos chegaram a superar 93% na redução de demanda bioquímica de oxigenação (DBO) atingindo valores absolutos de 40 mg/L, enquadrando o efluente final dentro dos limites estabelecidos na legislação ambiental do Estado de São Paulo.

De acordo com informações do fabricante, o Aerador Cachoeira é constituído por um rotor horizontal tipo escova montado em flutuadores capaz de produzir intensa correnteza e atingir elevadas taxas de incorporação de oxigênio. Este tipo de tecnologia é considerado ideal para lagoas de estabilização, podendo também ser utilizado em valos de oxidação. Estes dispositivos estão disponíveis nos modelos 16×3 (1CV), 16×6 (5,5CV) e 32X6 (11CV). Os Aeradores Cachoeira se destacam pelo baixo consumo de energia, além de serem robustos, são fáceis de instalar e com manutenção simples. Podem ser utilizados tanto no tratamento de esgotos sanitários como de efluentes industriais. Na Tabela 1, além das vantagens, são elencadas algumas desvantagens, tais como o aumento na taxa de acumulação do lodo e gasto com energia elétrica. Essas questões devem ser levadas em conta no processo de decisão pelo uso desta alternativa no sistema.

(…)

Autores: Natália Tabareli Monzane Sousa; Gilberto José da Paz Júnior e Tsunao Matsumoto.

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