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Planejamento e operacionalização das adutoras de água tratada do sistema produtor São Lourenço

Resumo

Inaugurado em abril de 2018, o Sistema Produtor São Lourenço demandou diversas atividades e processos para que seu sistema de adução de água tratada, fosse devidamente interligado aos sistemas existentes, observando criteriosamente a qualidade da água aduzida, seja por uma minuciosa limpeza interna das adutoras, acompanhada por processos de desinfecção rigorosos, bem como por uma operacionalização planejada entre todas as unidades da Sabesp, responsáveis pelos setores de abastecimento impactados pelo novo Sistema.

Dentro deste contexto, foram elaborados procedimentos e estratégias específicas para cada um dos seis pontos de interligação que estavam previstos no projeto, com vistas ao cumprimento de prazos, qualidade de água e integração ao Centro de Controle Operacional – CCO Sabesp.

Introdução

As obras do Sistema Produtor São Lourenço representaram um desafio enorme, mesmo para os experimentados profissionais da Sabesp, que se depararam com dificuldades de engenharia por vezes inéditas, devido a magnitude da obra, pressões nas tubulações (principalmente no trecho de água bruta), diâmetros envolvidos e topografia adversa.

A adutora percorreu trechos de difícil acesso, elevações acima do convencional, passagem por rios e riachos onde a preservação do curso d’agua era fator preponderante, cuidados extremos com a mata nativa e transposição de trechos onde mal cabia a tubulação, mas era necessário entrar com máquinas pesadas e equipamentos de grande porte necessários para a movimentação adequada dos tubos de 2100 mm de diâmetro, 12 metros de comprimento e espessuras de até 19 mm.

A nova ETA Vargem Grande, também contribui para a grandiosidade da obra, com seus 3 tanques de estocagem de agua bruta com capacidade para 25.000 m³ cada, Sistema de tratamento convencional, porém com grandes novidades, tais como os decantadores com módulos tubulares (sem removedor de escuma superficial), raspador de fundo com sistema inédito no Brasil, dispensando bombas e canaletas de descarga de lodo, ou seja, utilizando de modo arrojado e inovador todas as mais modernas técnicas e os mais revolucionários equipamentos de tratamento de água produzidos no mundo.

Após três anos de intensos trabalhos das várias competências de engenharia, temos uma nova etapa e novos desafios pela frente.

É chegada a hora de colocar esse gigante em marcha e iniciar as interligações com os sistemas locais (Alto Cotia, Baixo Cotia e Cantareira extremo oeste) conforme previsto no projeto original do Sistema.

Autores: Edilson Lima Alves e Adilson Menegatte de Mello Campos.

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