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A História do Uso da ÁGUA no Brasil – Do descobrimento ao Século XX

Fonte: ANA Agência Nacional de Águas

A ANA Agência Nacional de Águas, disponibiliza um estudo que aborda os principais indicadores com influência direta na Gestão dos Recursos Hídricos dos Municípios da área de influência da Estrada Real.

Dados de 2000.

Índice

Introdução

Preliminares

  •  O Monjolo
  •  A Roda d´Água
  •  Bilhas, Cântaros e Moringas
  •  Objeto/Objetivo
  •  As Casas de Banho

Estruturação do Livro

Introdução

Capítulo I

Período Pré-Cabralino

Sociedades Indígenas Brasileiras no Século XVI

O Índio no Imaginário Português

  • Sociedades Indígenas Brasileiras no Século XVI
  • O Índio no Imaginário Português
  • A Água na Cultura Indígena
  • Alguns Povos Indígenas e sua Relação com a Água
  • A água na Carta de Pero Vaz de Caminha

Capítulo II

Séculos XV e XVI

  • Colonização
  • As primeiras Cidades
  • Cidades Vilas e Povoados
  • Cronologia

Historiografia dos Recursos Hídricos de Olinda

  • Evolução Histórica
  • São Vicente
  • Os Engenhos de Açúcar no Brasil – São Vicente Precursora da Indústria
  • A Agricultura de São Vicente
  • São Vicente – Precursora da Pecuária
  • O Primeiro Grande Comércio no Brasil
  • A Primeira Sociedade Mercantil
  • Os primeiros Engenhos de Cana-de-Açúcar no Brasil

Capítulo III

Século XVII

  • A Descoberta do Ouro
  • Recife
  • Da Presença Holandesa no “Povo” e o Recife Atual
  • Cronologia da Cidade do Rio de Janeiro Século XVII

Os Engenhos da Capitania do Rio de Janeiro – Séculos XVI e XVII

  • No Brasil, a História do Abastecimento Começa no Rio de Janeiro

Capítulo IV

Século XVIII

  • Renascimento Agrícola
  • Goiás
  • Diamantina, uma Jóia Setecentista
  • Paraty. O Inusitado Evento das Cabaças
  • Outras Cidades do Século XVIII. O urbanismo Iluminista do Século XVIII no Brasil. A Racionalidade dos Traçados, a Componente Ideológica.

Capítulo V

Século XIX / XX

Século XIX – Belo Horizonte, Fundação da Cidade – Historia do livro_historia_agua

Capítulo VI

Século XX

Notas Bibliográficas

Preliminares

O Uso e o Abuso e a Gestão dos Usos da Água Através dos Tempos

Através de uma pesquisa expedita verifica-se que há uma ausência quase que total de informações sobre as formas de apropriação dos recursos hídricos, antes do fim do século XIX, quando se tem registro dos primeiros sistemas de abastecimento de água implantados nas principais áreas urbanas.

É notória a indisponibilidade de descrições mais detalhadas das formas históricas de produção, transporte, consumo e gestão dos recursos hídricos para os diferentes usos da água, como abastecimento público, dessedentação de animais, irrigação, geração de energia mecânica, etc.

Há algumas gravuras, pinturas, fotografias que, no entanto, são considerados documentos históricos em si mesmos e que se esgotam na sua finalidade como expressão artística. Pesquisar os sistemas de vida, os conflitos, as formas de gestão que se escondem nestes documentos devem revelar informações valiosas que merecem ser capturadas, documentadas e disponibilizadas, tais como, por exemplo, a acessibilidade das diferentes categorias sociais ao recurso.

Por outro lado, chafarizes, rodas d’água, aquedutos, usinas de energia elétrica, são tombadas como patrimônio histórico, isoladas no tempo e no espaço.

Quanto aos sistemas de vida correlacionados, vez por outra capturam-se algumas histórias ou estórias, alguns mitos e até algumas lendas.

Assim o senhor da Casagrande vendia aos pobres, água jorrada do chafariz no interior do sítio; estórias sobre a coleta e transporte de água em Goiás Velho; histórias sobre o aqueduto da Lapa (RJ); o monjolo como mote de canções; etc…

O que se nota, entretanto, é que quanto mais o tempo passa, mais os objetos, utensílios e máquinas vão perdendo sua função específica original, isolando-se da cadeia de relações sócio-culturais primitivas, para se transformarem em monumentos para visitação turística ou objetos de decoração.

Vários são os exemplos garimpados na Internet que confirmam as assertivas acima expostas. Os “chafarizes monumentos” e outros sistemas de uso da água como monjolo, roda d´água, etc. são inúmeros e cada um isolado em sua própria existência. Senão veja-se a seguir.

Na verdade os exemplos acima são os melhores encontráveis, bem ao contrário do chafariz de Paraty, por exemplo, cuja estrutura está totalmente desfigurada, em uma praça que virou ponto de táxi.

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