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Projeto da FSP/USP com nanobolhas pode diminuir mau cheiro e corrosão de equipamentos no Rio Pinheiros

Publicado em 11/11/2019 às 12:35:00

Projeto de P&D com nanobolhas tem resultado positivo em um ano. Técnica utilizada no rio Pinheiros pode diminuir o mau cheiro e evitar corrosão de equipamentos

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Verificar a viabilidade técnica, econômica e ambiental da aplicação de nanobolhas no rio Pinheiros, visando reduzir o volume de sedimentos e, consequentemente, diminuir os custos de dragagem, destinação de resíduos e manutenção de equipamentos. Esse é o objetivo do projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) voltado ao tema, que é desenvolvido há um ano pela Faculdade de Saúde Pública (CEAP-FSP) da USP e pela empresa S&B, em parceria com a EMAE.

Neste período, os testes, realizados junto à Usina de Traição, foram satisfatórios, já que houve um forte aumento nos teores de Oxigênio Dissolvido (OD) nas águas do rio, o que deve resultar no acréscimo das taxas de oxidação da matéria orgânica e, em seguida, na redução dos volumes de iodo. Outro benefício será a oxidação dos sulfetos, que deve causar uma diminuição drástica no potencial de geração de maus odores nas águas e no potencial corrosivo para equipamentos de aço.


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Sucesso na despoluição de águas superficiais

Os resultados preliminares do experimento, que já foram alcançados com sucesso na despoluição de águas superficiais em diversos países, foram divulgados no mês de setembro por especialistas da CEAP/USP e da S&B, sob a coordenação do professor da USP, Pedro Caetano Sanches Mancuso, em uma apresentação no auditório do COS.

As informações estão de acordo com o objetivo inicial do projeto de P&D, de acordo com Mancuso.

“Os resultados obtidos até o momento indicam que a injeção de nanobolhas na água do rio Pinheiros deverá trazer os benefícios esperados nos objetivos iniciais do projeto, assim como oferecer ganhos ambientais”.

O projeto deve ser finalizado no próximo mês de novembro, quando será emitido à EMAE um relatório contendo os resultados dos ensaios, conclusões e recomendações, além de publicação de artigo em revista especializada.

Fonte: EMAE.


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