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Fiocruz analisa 400 amostras do esgoto de Niterói/RJ em busca do novo coronavírus

O projeto da Fiocruz de vigilância do novo coronavírus em esgotos de Niterói alcançou a marca de mais de 400 amostras analisadas

 

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Imagem Ilustrativa

 

A iniciativa mapeia a transmissão do vírus na cidade e contribui para ações de saúde pública e medidas de prevenção mais rápidas. Em abril, primeiro mês de monitoramento e início da pandemia, apenas 42% das amostras foram positivas. Já de maio a junho, quando ocorreu o primeiro pico da doença, a taxa de positividade ficou acima de 90%, alcançando 100% em algumas semanas. O índice caiu a partir de julho, chegando a 50% no começo do agosto.

Na última semana de agosto, com o relaxamento das medidas de distanciamento social, o índice voltou a subir e o vírus foi encontrado em 75% das amostras. Em novembro, durante o segundo pico de casos, a pesquisa voltou a detectar o vírus entre 90% e 100% das amostras. Desde dezembro, os registros de casos e mortes e a taxa de ocupação de leitos hospitalares por Covid-19 vêm caindo em Niterói. Porém, a detecção do coronavírus no esgoto permanece em patamares elevados. Na última semana do ano passado, 100% das amostras foram positivas, e a carga viral média foi a segunda maior registrada desde o início do levantamento. Em janeiro, o patógeno foi encontrado em 80% a 90% dos pontos pesquisados.


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A coordenadora da pesquisa afirma que alta carga viral no esgoto em contraponto com os poucos casos registrados pode indicar a necessidade de ampliação de testes, maior número de assintomáticos ou pessoas com doença leve, que não procuram o serviço de saúde:

“A presença do vírus nas amostras aponta que ele está circulando na população. Mas a vigilância do esgoto deve ser sempre considerada como um indicador complementar, junto com outros dados relacionados à doença”, afirma a chefe do Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Marize Pereira Miagostovich.

Fonte: Globo.


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