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Para evitar desabastecimento, Piracicaba/SP vai depender de nova represa até 2025, diz estudo

 

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Piracicaba (SP) vai precisar utilizar a nova barragem de Pedreira (SP) a partir de 2025 para evitar o desabastecimento hídrico.

Para que não falte água, o índice de perdas no sistema também tem de cair dos atuais 37% para pelo menos 25% em 2035.

Os dados são de um estudo encomendado pela Agência das Bacias PCJ (dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) a uma empresa de engenharia.

De acordo com a pesquisa, com o crescimento da população, a necessidade de água da bacia do Rio Corumbataí vai aumentar.

A análise mostra o que algumas cidades da região precisam fazer nos próximos 40 anos para que não falte água para a população.

A segurança no abastecimento depende de obras como uma nova barragem, melhorias nas estações de captação e tratamento e diminuir a quantidade de água que se perde por vazamentos no sistema.

Ao todo, foram analisados os sistemas de captação e distribuição de água de nove cidades, entre elas Piracicaba, Charqueada (SP), Cordeirópolis (SP) e Ipeúna (SP).

“Pelo grau da preservação dessa bacia ainda consegue com essas pequenas ações emergenciais passar até 2040 sem maiores problemas”, explica Patrícia Barufaldi, diretora técnica da Agência das Bacias PCJ.

Queixas

Moradores do bairro Monte Líbano, em Piracicaba, relatam casos frequentes de falta de água nas torneiras.

“Chega, não tem água para tomar banho, tem que correr para outro bairro, na casa das minhas irmãs para tomar banho”, relata a cabeleireira Lucileide Cadone.

“Eu acho que a gente tem o direito de cobrar e eles priorizarem a gente, porque dá uma água mais limpa, bem mais tratada”, diz a dona de casa Patrícia Souza.

Medidas

O Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae), responsável pela distribuição de água na cidade, já está ampliando a capacidade da maior estação de tratamento do munícipio. Serão 12 quilômetros de tubulação a mais, quando concluído o serviço.

“Esta estação nossa tem a capacidade de 1,5 mil litros por segundo. Com a ampliação nós chegaremos a 2 mil litros por segundo de água captada do Rio Corumbataí”, diz o presidente do Semae de Piracicaba, José Rubens Françoso.

“Nós já compramos a tubulação. O que faltou através da crise que aconteceu em 2014 e 2015 a autarquia teve pouco dinheiro para investimento em adutoras. O Monte Líbano é uma região que está sofrendo pela falta de adutora. Nós temos água e não conseguimos levar água até esses locais”, reconhece o presidente.


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Ipeúna

Em Ipeúna, que tem pouco mais de sete mil habitantes, os moradores dizem que os vazamentos de água são frequentes.

“Essa redeestourou duas ou três vezes, mas o problema aí é que passa muito caminhão pesado. Arruma, não dá nem tempo de cobrir com asfalto e já vem a quebrar de novo”, conta o funcionário público José Dimas Pinheiro.

“Nós temos um índice relativamente alto hoje e esse índice de perda está mais voltado para a área centro da cidade. Toda a rede será substituída na área do centro, que é a mais agravante”, diz o coordenador de Meio Ambiente e Saneamento Básico de Ipeúna.

A cidade é abastecida por poços artesianos e por uma estação de tratamento que já mostra sinais de desgaste. Enferrujada, ela tem mais de 20 anos.

“Estamos pensando em um projeto, que já está encaminhado, para a substituição ou construir uma nova estação. Não temos uma previsão de quando seria essa substituição”, acrescentou.

Charqueada

Os dados mostraram que Charqueada tem 36%. A proposta é que esse índice seja mantido nas próximas duas décadas porque ele apresenta uma folga e atende com segurança a demanda da população.

Cordeirópolis

Em Cordeirópolis, o índice de perdas é de 17%. O estudo propõe manter esse índice e que a cidade amplie a estação de tratamento de água.

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), responsável pelo abastecimento da cidade, informou que no fim do ano passado já inaugurou a segunda estação de tratamento de água. E que iniciou esse mês a construção de uma nova represa pra abastecer o município. A obra deve ficar pronta em pouco mais de dois anos.

Fonte: G1.


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