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Utilização de teste in vivo para análise de presença de substâncias com potencial de desregulação endócrina em efluente de indústria metalúrgica

Resumo: O crescimento da população e os aumentos de consumo e da poluição dos recursos hídricos, tem gerado grande preocupação com a qualidade das águas. A indústria metalúrgica gera efluentes com contaminantes, tais como óleo, graxa e metais pesados. Estas substâncias ou uma combinação de substâncias tóxicas são susceptíveis de causar alterações no sistema endócrino dos organismos vivos, como o câncer, puberdade precoce, infertilidade masculina, feminização de animais silvestres, entre outros.O estudo teve como objetivo apontar o que aconteceu com ratos Wistar que consumiram efluente de indústria metalúrgica antes e depois do processo de tratamento, a fim de analisar a presença de substâncias com disfunção endócrina potencial no plasma sanguíneo. Foram avaliados os níveis de glicose, triglicerídeos, colesterol, estradiol, e as enzimas aspartato aminotransferase (AST) e de alanina aminotransferase (ALT). As amostras do plasma dos ratos que consumiram o efluente tratado mostrou altos níveis de glicose e estradiol. Não houve lesões no fígado de camundongos analisados como também não houve alteração nos resultados das enzimas AST e ALT. Sugere-se que essas alterações foram provocadas pelo nonilfenol, um conhecido desregulador endócrino presente na maioria dos detergentes industriais.Os padrões de emissão de efluentes industriais estipulados no nosso país refere-se a contaminantes físicos, químicos e biológicos que podem ser emitidos para o meio ambiente após a realização de tratamento. A legislação ambiental pertinente em nosso país trata desses limites de emissões, mas não deixa claro no que se refere às substâncias consideradas como desreguladores endócrinos. Esta pesquisa tem como objetivo a obtenção de dados através de revisão da literatura, sobre normas de emissões toleráveis, que não prejudiquem as atividades vitais dos seres vivos. A legislação brasileira cita a proibição da utilização de certas substâncias com potencial de desregulação endócrina, mas sem uma abordagem satisfatória. A União Europeia (UE), os Estados Unidos e o Japão têm metas e regulamentações sobre a não utilização de substâncias com potencial de interferência endócrina.

Introdução: O uso da água nos dias de hoje vem se intensificando devido as diferenciadas utilizações feitas pelos os humanos. Dentre estes usos, estão as atividades industriais, mais precisamente da indústria metalúrgica, ramo que se destaca na cidade de Caxias do Sul. Porém, a poluição e contaminação dos corpos hídricos também aumentou devido à geração de efluentes, tanto domésticos quanto industriais, sendo que o efluente metalúrgico pode ser extremamente tóxico, por apresentar, devido aos seus processos, grandes quantidades de óleos, graxas e ainda metais pesados, dentre eles, cromo, cádmio e chumbo entre outros. Empresas de diferentes ramos industriais, estão realizando o tratamento de seus efluentes industriais, devido às exigências legais. Dentre as substâncias presentes nos mais diferentes tipos de efluentes, que podem causar eventualmente problemas de saúde, estão os chamados desreguladores endócrinos, assim chamados por interferir no funcionamento das atividades do sistema endócrino dos seres vivos. Devido à problemática descrita, esta pesquisa tem por objetivo, analisar através de teste in vivo em ratos da linhagem Wistar machos, a presença e o efeito de substâncias com potencial de interferência endócrina, em efluente da indústria metalúrgica, foco do estudo, e possíveis alterações nas atividades dos organismos. Além dos possíveis efeitos causados pelo efluente industrial nos organismos-testes, serão discutidos os valores dos resultados dos parâmetros físicos e químicos relacionando com a legislação ambiental vigente no Brasil, a respeito de desreguladores endócrinos, além disto, medidas regulamentadoras e perspectivas com relação a utilização de produtos químicos, que possam vir a agir nos organismos como desreguladores endócrinos. As regulamentações e medidas nacionais e internacionais sobre a problemática dos desreguladores endócrinos serão expostas e discutidas, através de revisão de literatura.

Autora: TÁSSIA FINGLER VIDOR.

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