BIBLIOTECA

Uso do bioensaio com Allium cepa L. e análises físico-químicas e microbiológicas para avaliação da qualidade do Rio da Ilha, RS, Brasil

Resumo: O estudo avalia a toxicidade, citotoxicidade, genotoxicidade e análises físico-químicas e microbiológicas de amostras de águas coletadas em dois pontos (nascente e foz) do Rio da Ilha – um dos principais afluentes do Rio dos Sinos, RS, Brasil – em dois períodos: inverno (2014) e verão (2015), através do bioensaio com Allium cepa que fornece esses dados através da mensuração das raízes dos bulbos, índice mitótico e presença de aberrações cromossômicas. Os resultados demonstraram níveis de citotoxicidade principalmente na foz do rio, e alguns parâmetros (DBO5 , fósforo, alumínio, chumbo, ferro, níquel e coliformes termotolerantes) acima da legislação estabelecida, mesmo a região sofrendo pouco impacto de origem antrópica.

Introdução: A água representa o principal constituinte de todos os organismos vivos, no entanto, o crescimento populacional associado à intensa utilização de água acarreta na geração de fontes poluidoras (Santos e Mohr 2013), como principalmente o lançamento indiscriminado de esgotos domésticos, controle inadequado dos efluentes industriais e práticas agrícolas errôneas (Morães e Jordão 2002). Cabe ressaltar também, que o uso e manejo do solo em áreas agrícolas acarretam em alterações na qualidade das águas superficiais (Andrade et al. 2007). Feitosa e Manoel Filho (2000) relatam que nessas situações, o uso de fertilizantes e pesticidas constituem os principais contaminantes. Frente à intensa poluição dos corpos hídricos buscam-se estratégias eficazes para a identificação do quão poluídos estão os rios (Almeida e Schwarzbold 2003), visto que estes são unidades fundamentais das bacias hidrográficas e ecossistemas contínuos que interagem com os terrestres adjacentes, de tal maneira que as características físicas e químicas das águas estão diretamente relacionadas às áreas drenadas (Payne 1986). Um controle ineficiente na qualidade e tratamento das águas pode acarretar em vários problemas relacionados à saúde da população (Santos e Mohr 2013). A Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos está localizada a nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29° 20’ a 30° 10’ de latitude Sul e de 50° 15’ a 51° 20’ de longitude Oeste (Fundação Estadual de Proteção Ambietal – FEPAM 2009), sendo um dos rios mais impactados da bacia do Guaíba e do Brasil (Fontanella et al. 2008; Rechenmacher 2010). O Rio da Ilha é um dos principais afluentes do Rio dos Sinos, estando localizado no trecho médio da bacia, no município de Taquara, e sendo caracterizado por baixa densidade populacional, uso do solo predominantemente rural com pequenas propriedades, drenando uma área de 318 km², que representa 8,6 % da bacia. As análises físico-químicas e microbiológicas determinam características necessárias para o monitoramento ambiental (Santos e Mohr 2013). No entanto, além dessas análises, a utilização integrada a outros testes como bioensaios, pode fornecer dados mais precisos sobre os efeitos tóxicos dos contaminantes na biota aquática e possibilitar a aplicação precoce de medidas para a preservação do ambiente dos organismos que nele vivem (Lacerda 2009). O teste de toxicidade com a espécie Allium cepa L. foi introduzido por Levan em 1938 (Fiskesjö 1985), e tem sido utilizado como ferramenta para o biomonitoramento ambiental (Leme e Marin-Morales 2009). O teste apresenta uma correlação de 82 % com testes de carcinogenicidade em roedores devido à sua alta sensibilidade (Leme e Marin-Morales 2007), e superioridade em relação a outros organismos teste (Arraes e Longhin 2012). O seu número reduzido de cromossomos de grande tamanho (2n=16) e muitas células em divisão (Ateeq et al. 2002) facilitam a observação de mutações resultantes da ação de compostos químicos, ambientais e radioativos, que também podem alterar o ciclo celular (Vieira e Vicentini 1997). Neste contexto, o objetivo do estudo foi avaliar a qualidade da água do Rio da Ilha através do bioensaio com A. cepa e análises físicoquímicas e microbiologias da água em duas estações do ano (inverno e verão) a fim de verificar o potencial tóxico, citotóxico e genotó- xico de substâncias presentes na água.

Autores: Zimmermann Prado Rodrigues, Gabriela; Dalzochio, Thaís e Gehlen, Günther.

Leia o estudo completo: uso-do-bioensaio-com-allium-cepa-l-e-analises-fisico-quimicas-e-microbiologicas-para-avaliacao-da-qualidade-do-rio-da-ilha-rs-brasil

ÚLTIMOS ARTIGOS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS