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Métodos de tratamento de efluentes gerados pela indústria têxtil

Resumo

Este trabalho visa fazer uma abordagem geral dos principais métodos de tratamento de efluentes, os quais estão relacionados a indústria têxtil. Para o desenvolvimento deste trabalho, a metodologia utilizada se deu através de consultas a materiais bibliográficos para se obter um embasamento teórico sobre o assunto. Dentre os principais tópicos pesquisados, destacam-se uma revisão bibliográfica sobre a indústria têxtil, os corantes e seus tipos, como também sobre os principais métodos utilizados no tratamento de efluentes, considerando as vantagens e desvantagens em cada método. A realização desse trabalho se deve ao fato de que grandes volumes de água são contaminados nas indústrias têxteis pela utilização dos corantes durante a etapa de tingimento, os quais podem apresentar boa fixação ou não na fibra têxtil. Estas águas contaminadas por sua vez, podem ser descartadas em corpos d´águas receptores de forma inadequada, podendo provocar desequilíbrios ambientais. Portanto, é de grande importância tratar de assuntos que envolvem a preservação da natureza e o bem estar da população.

Introdução

No Brasil, as indústrias têxteis demonstram grande contribuição na economia do país e apresentam um crescimento significativo ao longo dos tempos. O sucesso comercial desse tipo de mercado está atrelado a qualidade no processo de tingimento. Este processo é realizado em três etapas consideráveis: a montagem, a fixação e o tratamento final. Ao final é feito uma lavagem em banhos correntes para retirar o excesso dos corantes das etapas anteriores, principalmente aqueles que não se fixaram na fibra. Após a lavagem, grandes volumes de resíduos líquidos são gerados, e quando são descartados sem nenhum tipo de tratamento nos corpos hídricos, causam sérios problemas ambientais como poluição visual, alteração de ciclos biológicos, chegando a afetar o processo de fotossíntese.

Os corantes sintéticos são bastante utilizados na indústria têxtil, gráfica, fotográfica e etc. Cerca de 10.000 tipos de corantes e pigmentos são consumidos industrialmente e 26.500 toneladas por ano apenas no Brasil.

Dentre as diversas classes de corantes sintéticos utilizados, os corantes dispersos merecem atenção, pois são compostos aromáticos que tem o grupo azo (composto químico que tem como grupo funcional R-N=N-R’) como cromóforo (parte responsável pela cor de um composto), são pouco solúveis em água, vem sendo muito utilizado nos últimos anos e que traz preocupações por conta de suas propriedades mutagênicas.

Os efluentes têxteis são bastante heterogêneos e contém muitos materiais tóxicos. Além disso, apresentam forte coloração, sólidos suspensos, temperatura elevada, concentrações de Demanda Química de Oxigênio (DQO), metais pesados, compostos orgânicos clorados e surfactantes que podem causar eutrofização, além de perturbar a vida aquática.

A contaminação de corpos hídricos decorrente da continua emissão de resíduos domésticos e indústrias tem sido um dos grandes problemas da sociedade atual. O receio de que os recursos naturais possam se extinguir, nos leva a adotar medidas que possam assegurar a qualidade da água após uso em diversos processos industriais. Se a água de descarte das indústrias têxteis não for tratada de maneira adequada, podem atingir reservatórios e estações de tratamento de água tornando-se um risco sério a saúde.

A resolução nº 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), define padrões e condições para que as indústrias possam destinar os efluentes gerados no corpo receptor. A resolução nº 430, de 13 de maio de 2011 do CONAMA, complementa e altera a Resolução no 357, de 17 de março de 2005. Já a resolução nº 219, de 6 de junho de 2005, da Agência Nacional de Águas (ANA), apresenta diretrizes para análise e emissão de outorga de direito de uso de recursos hídricos para fins de lançamento de efluentes. As condições estabelecidas devem ser cumpridas pelas indústrias têxteis, tanto para uso, quanto para o descarte do efluente. Uma das formas de minimizar os efeitos causados pelos efluentes e adequar-se as normas é utilizando métodos de tratamentos químicos, físicos e biológicos.

Devidos a grande poluição e aos problemas ambientais gerados pelos efluentes têxteis, os estudos de técnicas capazes de reduzir os níveis de toxidade desses efluentes, a fim de oferecer um ambiente limpo, tem crescido fortemente e atraído atenção de químicos, ambientalistas tecnólogos e empresários. As pesquisas mais atuais giram em torno de tecnologias que utilizem materiais mais baratos e que apresentem remoção eficiente sem gerar mais resíduos pós-tratamento.

Tendo em vista esta situação referente ao uso de corantes e suas principais consequências nos efluentes têxteis, o objetivo deste trabalho é abordar as diversas técnicas para o tratamento de efluentes têxteis, já existentes na literatura, analisando o mecanismo de funcionamento de tais técnicas e avaliando sua eficiência.

Autores: Keyliane Rocha Macedo; Cristian Kelly Morais de Lima e Luiz Ferreira da Silva Filho.

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