BIBLIOTECA

Tratamento de efluentes na remoção de corantes utilizando biomassas

Resumo

Os metais pesados e corantes estão dispersos nos efluentes, e contaminam todo o ecossistema. Faz necessário um tratamento na remoção desses contaminantes. O presente projeto, ciente das necessidades de implementação de métodos e técnicas capazes minimizar os impactos ambientais provocados pelo descarte desses contaminantes em efluentes líquidos gerados nos processos industriais, bem como sobre o reflexo de suas consequências na saúde humana, propõe uma alternativa de baixo custo, recorrendo aos processamentos de biossorção, aplicando biomassas como biossorvente. Foi realizado um experimento em batelada com biomassa e o efluente modelo em contato em 30min. A variável de resposta será a quantidade de remoção (q) de corante pelos biossorventes, sendo realizada uma série experimental para cada amostra. A partir dos resultados obtidos, foi identificada que as biomassas possuem condição eficiente no processo.
Palavras-chaves: tratamento de efluente, corantes, biomassas.

Introdução

Os resíduos de indústrias têxteis possuem como característica uma intensa coloração a qual, em ambientes aquáticos, pode causar uma interferência nos processos de fotossíntese. Além disso, certas classes de corantes, assim como seus subprodutos, podem ser carcinogênicos e/ou mutagênicos. Estudos indicam que a poluição colorida de cursos d’água começa a ser observável a concentrações acima de 1 mg L-1. Além disso, resíduos da indústria têxtil podem conter metais pesados em níveis acima dos permitidos pelas leis ambientais (Kunz et. al., 2008).
Os tratamentos convencionais para remoção de íons metálicos e corantes a partir de águas residuais incluem muitos processos, tais como precipitação química, tecnologia de membrana, adsorção, troca iônica e processo eletroquímico. De acordo com Wanga e Chen (2006), alguns desses processos se apresentam como ineficazes, especialmente quando a concentração de íons metálicos é baixa (entre 1 a 100 mg.L -1) ou ainda são extremamente caros, especialmente quando se trata uma grande quantidade de águas residuais contendo íons metálicos em baixa concentração, de modo que não pode ser usado em larga escala.
Diversos tipos de materiais têm sido desenvolvidos como adsorventes para remoção de íons metálicos a exemplo de materiais de origem vegetal e animal (biossorventes) como: biomassa fúngica (Andrei, 2011; Ferreira et al., 2007; Lucena et al., 2012, Azevedo 2016), carcinicultura (Neves et al., 2013) caranguejo (Porpino et al., 2011), pó da casca de coco verde (Pino & Toren, 2011), casca de Canela e Romã (Silva, 2018). O interesse na aplicação da técnica de remoção de íons metálicos em águas efluentes através da utilização de biossorventes (Biossorção) reside no baixo custo da matéria-prima e sua disponibilidade em todo o planeta. Fontes desses materiais podem ser encontradas em rejeitos da agricultura e processos de fermentação de larga escala ou simplesmente em plantas aquáticas.
Face ao exposto, o presente trabalho, ciente das necessidades de implementação de métodos e técnicas capazes de minimizar os impactos ambientais com baixo custo, utiliza a biossorção na remoção de corante. Esses corantes são provocados em diversas indústrias têxtis e produções artesanais; pois a presença de cor, resultado principalmente dos corantes que são aplicados nas operações de tingimento, quando descartadas sem nenhum tratamento, este interfere na transmissão da luz solar para dentro da corrente de água e, prejudica a atividade fotossintética das plantas presentes nesse ecossistema, além disso, a oxidação biológica, prejudicando a atividade respiratória dos organismos vivos; possibilitando assim o reuso da água para fins não potáveis, garantindo reservas de água para gerações futuras assim como melhores condições de vida e saúde.

Autores: Rayane Ingrid Freire Marques da Silva; Marcela Maria dos Santos Salvador; Filipe Eliakine Patrício dos Santos; Flávia Gonçalves Domingues Ferreira; Maurício Alves da Motta Sobrinho; e Flávia Garrett Azevedo.