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Estudo do efeito da toxicidade em Allium Cepa de solução aquosa contaminada com os pesticidas Atrazina e Metil Paration após tratamento biológico fúngico

Resumo

Neste estudo, buscou-se investigar os efeitos da toxicidade, em raízes de cebola Allium cepa, de dois efluentes sintéticos contaminados com o herbicida atrazina e inseticida metil paration após tratamento biológico com fungo. A presente pesquisa foi dividida em duas etapas: o pré-teste e a avaliação da toxicidade por meio da utilização da cultura Allium cepa, que consistiu na exposição das cebolas a amostras afluentes dos reatores contendo os contaminantes atrazina e metil paration, e a amostras efluentes após o tratamento biológico por um período de 72 horas. O organismo teste na presença do herbicida atrazina apresentou uma inibição de crescimento de 100% de suas raízes, quando submetido ao efluente sem tratamento, enquanto que obteve desenvolvimento de 1,25 ± 0,35 cm na presença do efluente tratado, fazendo com que a taxa de inibição caísse para 55%. Para a solução aquosa contaminada com o inseticida metil paration, as cebolas desenvolveram suas raízes tanto na caracterização do efluente (0,25 ± 0,35 cm) quanto no pós-tratamento (2,2 ± 0,42 cm). Os resultados alcançados, denotaram o potencial tóxico dos efluentes e a eficiência do tratamento biológico com fungo na remediação de compostos de natureza perniciosa, uma vez que existiu a diminuição das taxas de inibição do crescimento das raízes do organismo teste nas amostras dos efluentes de pós-tratamento.

Introdução

O desenvolvimento crescente da população humana em conjunto com a acentuação das atividades industriais, tornaram-se fatores agravantes de problemas ambientais (de LUCAS et al., 2007), isso porque a pressão da demanda exercida sobre os diversos setores industriais, incluindo a indústria produtora de agrotóxicos, faz com que exista uma intensificação dos processos de produção, que possuem como resultado a geração de resíduos com potencial nocivo para o meio ambienta e para a saúde humana (GORZA, 2012; HAN et al., 2015).

As águas residuarias resultantes do processo de produção dos defensivos agrícolas, apresentam em sua composição alta carga de compostos recalcitrantes, o que denuncia a necessidade deste efluente de um tratamento eficiente, que proporcione a remoção dos contaminantes e enquadramento dos parâmetros requeridos pela legislação em vigor para o lançamento no corpo hídrico (VON SPERLING, 2005).

Entretanto, encontrar um ponto de equilíbrio entre o custo e o benefício de um tratamento que proporcione tal eficiência de degradabilidade, trata-se de uma tarefa árdua. Neste aspecto, tecnologias como a micodegradação passam a ter relevante importância no que diz respeito a remediação destes poluentes, uma vez que utiliza da capacidade do metabolismo dos fungos em transformar as parcelas biodegradáveis dos poluentes em material inerte (KARIGAR e RAO, 2011; PUNORMO et al., 2011).

Os fungos, apesar de pertencerem a um universo de micro-organismos pouco explorado biotecnologicamente, na natureza integram o grupo de agentes mais vigorosos na manutenção dos elementos químicos e na decomposição efetiva dos resíduos da matéria, em que no processo de modificação desses substratos, sintetizam poderosas enzimas extracelulares e ácidos capazes de simplificar as cadeias complexas das substâncias (RHODES, 2014).

Logo, a investigação da toxicidade de efluentes perniciosos após tratamento biológico com a microbiota fúngica, é fundamental para assegurar a efetividade do tratamento e qualidade desse efluente em termos de contaminantes.

Segundo México (2008), uma alternativa para a verificação da toxicidade de resíduos líquidos é a utilização da espécie Allium cepa como organismo indicador, posto que a cebola consiste em um insumo de baixo custo, de fácil e rápido cultivo, e de capacidade para ser utilizada tanto para toxicidade aguda quanto para crônica (MARIN-MORALES, 2016).

Deste modo, este trabalho teve por objetivo avaliar os efeitos da toxicidade, em raízes de cebola Allium cepa, de dois efluentes sintéticos contaminados com o herbicida atrazina e inseticida metil paration após tratamento biológico com fungo.

Autores: Rejane de Souza Paulino; Bárbara Chaves Aguiar Barbosa; Kelly de Araújo Rodrigues Pessoa; Glória Maria Marinho Silva Sampaio e Germana Maria Marinho Silva.

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