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Reúso industrial de efluentes sanitários tratados : experiências pioneiras e perspectivas no Brasil

O reúso de água tem sido uma das estratégias adotadas mundialmente para auxiliar no combate à escassez hídrica, sobretudo em regiões de clima desértico ou com severas restrições à disponibilidade de água potável, onde as demandas instaladas ultrapassam a capacidade natural de produção e as possibilidades de adução

 

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O investimento no reúso planejado de água, ou na reciclagem de efluentes para reúso, vem ganhando novo impulso com a difusão do conceito de economia circular 2, segundo o qual se pode atingir expressiva minimização do uso de recursos naturais, do consumo de energia e da geração de rejeitos por meio da revisão de processos, da reciclagem e da reutilização, bem como da manutenção e renovação de sistemas e procedimentos.

Reutilizar água significa coletar e reaproveitar, para fins potáveis ou não potáveis, com ou sem tratamento prévio, as águas descartadas ou residuárias das diferentes atividades humanas – águas pluviais precipitadas sobre edificações e áreas pavimentadas; esgotos sanitários domésticos (águas negras e cinzas); efluentes líquidos de processos industriais; águas de lavagem de veículos e pisos externos, etc.

O nível de tratamento necessário para garantir o reúso depende da qualidade do efluente líquido a ser reutilizado e da modalidade ou finalidade do reúso. O reúso potável pode ser feito de forma indireta (planejada ou não) ou direta, e requer vários processos ou níveis sequenciais de tratamento para a remoção de diferentes tipos de poluentes ou contaminantes. O reúso não potável, por sua vez, destina-se a usos menos exigentes quanto à qualidade da água, que podem ser atendidos com níveis de tratamento menos avançados.

Em áreas urbanas, o reúso planejado não potável pode ser praticado em: obras de construção civil; descargas de bacias sanitárias; irrigação de parques e jardins; lavagem de veículos e pisos externos; lavagem de prédios e logradouros públicos; desobstrução de tubulações; sistemas de combate a incêndio, etc. Outros tipos de reúso não potável são : a recarga de mananciais superficiais e aquíferos (reúso indireto); a irrigação de áreas agrícolas (reúso agrícola); a aquicultura; a melhoria de condições ambientais e paisagísticas (manutenção das vazões dos cursos d’água, criação de lagos e áreas úmidas, etc.); e aplicação em processos industriais, como torres de resfriamento e caldeiras (reúso industrial).

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